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Teatro Municipal de Araraquara

Foto: Prefeitura Municipal

Praça Tirio Abrano, s/n - Av. Bento de Abreu - Fonte
Capacidade: 460 expectadores
Fone: (16) 236-5183



Teatro de Arena
Av. Dr. Adhemar P. de Barros - Vila Melhado
Capacidade: 760 expectadores

Teatro "Wallace Leal Valentin Rodrigues"
Anexo à "Casa da Cultura" (entrada pela Av. Espanha)
Capacidade: 150 expectadores

Biblioteca Municipal "Mario de Andrade "
Foto: Prefeitura Municipal
Rua Carlos Gomes, 1729 - Centro
Fone: (016) 232-0777 - 222-3934
Acervo: 82.882 livros e outras publicações
Horário: 2ª a 6ª das 08:00 às 22:00 horas
Sábados: das 09:00 às 12:00 horas


Casa da Cultura
Com cursos e eventos nas áreas de artes plásticas, música, dança, cerâmica e tapeçaria e outros.

Museu Histórico e Pedagógico
(Veja maiores detalhes em Pontos Turísticos)
Com 10 mil peças em seu acervo, composto por utensílios domésticos, objetos pessoais, minismáticas, filatelia, arte sacra, história natural, móveis e objetos de fazenda de café e cana, objetos telefônicos, ferroviários e eletricitários, quadros da pinacoteca de Araraquara e outros.
Visitas de segunda à sexta-feira: das 13h00 às 20h00, aos sábadas, das 9h00 às 12h00
Praça Pedro de Toledo - Centro
Fone: (16) 222-2255 - r. 298

O TEATRO - SUA HISTÓRIA EM ARARAQUARA

I - Período Anterior a 1912: Os Primeiros Passos
Um dos primeiros teatros que surgiu em Araraquara era uma espécie de barracão, coberto de zinco, situado no largo da Matriz, junto ao Banco de São Paulo, hoje Edifício Waldo Barbieri. Construído de tábuas, puro chão batido, com meia dúzia de bancos e os espectadores levavam suas próprias cadeiras. Demolido este, surgiu o teatro João Caetano, situado na atual Praça da Independência, naquele tempo Largo da Boa Morte. Este teatro teve vida efêmera em vista da pouca renda aos empresários.
Em 1884 fundou-se o Clube Araraquarense que cedeu mais tarde seu lugar ao Cine Paratodos, hoje Capri. O salão de danças era cedido a companhias teatrais que armavam palco, transformando-o em teatro.
Mais adiante fundou-se o Grupo Dramático "Filhos de Talma", adaptando em teatro o salão do prédio sito à rua 9 de Julho, esquina da Av. XV de Novembro.
O "Circolo Itália", clube que floresceu de 1898 a 1900 construiu também um teatrinho na rua Gonçalves Dias.
Em virtude do "Circolo" ter-se mudado para a av. Brasil, num prédio menor, o teatro foi transferido para o prédio da rua Gonçalves Dias, esquina da avenida Duque de Caxias, onde funcionara, em 1886, o Colégio Ipiranga. Esse teatro acolheu diversas companhias teatrais, tendo tido maior duração.
Um outro teatro foi o "Favorita", no largo da Matriz, com duração efêmera . Ainda no Largo da Matriz, outro teatro, na rua Padre Duarte, esquina da av. Brasil, do Grupo Dramático, também com pouca duração.
O cinema começava dar seus passos iniciais e o "Martinellil" abriu o primeiro, num circo armado no terreno, então vago, onde mais tarde levantou-se o prédio da Prefeitura (dados de 1947).
Logo após, o "Rolfsen" constrói um barracão no local do atual Hotel Municipal para espetáculos cinematográficos. Sem a existência da luz elétrica, falhava a todo instante o motor gerador de luz.
Foi então que surgiu o "Bijou Theatre", da empresa Joaquim Vieira dos Santos, que inaugurou o verdadeiro cinema em Araraquara.
Segue-se o "Iris Teatro", no local antes ocupado pelo "Rolfsen", de Pedro Morábito. São nesses teatros que se exibem as primeiras companhias de operetas completas.
II- Período Áureo: Após a Fundação dos Teatros Polytheama e Municipal
Em 1912 inicia-se a construção do "Teatro Polytheama" da empresa Vieira dos Santos, que veio substituir o "Bijou Theatre" e lançam-se os alicerces do Teatro Municipal pela Prefeitura. O "Polytheama" foi inaugurado a 7 de setembro de 1913, com 1.400 lugares, servindo para todo gênero de diversão: companhias equestres, patinação, companhias de óperas e operetas. Mais tarde foi transformado em cinema, o "São Bento", hoje Cine "Veneza".
Em setembro de 1914 é inaugurado oficialmente o Teatro Municipal, com uma série de magníficos espetáculos da Cia de Operetas Clara Weiss, companhia Lírica de revistas.
Os registros da época descrevem-no com tintas fortes: "Construído em estilo mourisco, planta do arquiteto Alexandre de Albuquerque, do Rio de Janeiro, é atualmente o melhor teatro do Estado, depois do Teatro Municipal de São Paulo. A iluminação elétrica, completa e deslumbrante em quantidade de lâmpadas, beleza de material e distribuição; a pintura, executada por hábeis profissionais; mobiliário, tapeçaria, cenários riquíssimos, vinte e dois camarins: dois salões para coristas, pano de boca, jardins, grades, bar, gabinetes, cozinhas, ventiladores elétricos, tudo formando um conjunto magnífico. O piso móvel da platéia se reclinava ou nivelava de acordo com os eventos que ali se realizavam. À época, a diretoria do Teatro era formada por pessoas de projeção. Na presidência, Bento de Abreu Sampaio Vidal; vice presidente: Carlos Neke; tesoureiro: Nélson de Carvalho e secretário: Epaminondas França.
E o Teatro Municipal conheceu seus dias de glória. Grandes companhias e notáveis artistas desfilaram em seu palco, proporcionando esplêndidas noites de arte. Pouco tempo depois abre-se mais um teatro, O Teatro Central, da empresa Morábito. Três teatros, funcionando com casas repletas.
III - Período de Decadência
Chegamos em 1948 com o velho Teatro Municipal, triste e só, mal vestido, o único a acolher sacrificado as raras companhias teatrais que visitavam a cidade, pedindo uma roupa nova, um revestimento moderno, confortável. Suas paredes externas ressentiam-se da falta de pintura, tornando seu aspecto triste e desolador.
IV- Período de Ressurgimento
O marco do ressurgimento foi a criação, em 1953, pelo Prefeito Antonio Tavares Pereira Lima, da Superintendência da Cultura Artística, entregue à direção do professor Lysanias de Oliveira Campos. O suficiente para reviver dias de glória. No ano seguinte, nasceu o TECA - Teatro Experimental de Comédia de Araraquara, sob a direção de Wallace Leal Valentin Rodrigues. A estréia aconteceu em 1955. Sem sombra de dúvida, este período rico do teatro araraquarense teve a assinatura de Wallace. Usou enquanto pode o velho Teatro Municipal para levar um teatro de alto nível em temporadas de, no mínimo, dez dias de espetáculos, três peças por ano, de autores universais como Tchecov e Cervantes. Durante sua existência foi considerado o melhor Grupo teatral do país e reconhecido na América do Sul.
Wallace chegou a possuir a chave do teatro numa época em que o executivo não cobiçou o espaço. Na década de 60 encerrou suas atividades de forma triste: viu-se impossibilitado de terminar os ensaios das três peças da próxima temporada porque a Prefeitura começou a arrancar o assoalho e desligou a rede elétrica do teatro. O industrial Romulo Lupo, em sua segunda gestão como Prefeito, foi o responsável pela demolição, em 1966, quando fez um pronunciamento bastante esclarecedor através da Rádio Cultura, publicado no "O Imparcial".
O projeto para o local, um condomínio residencial de 20 andares. denominado "Paço das Artes", destinava o subsolo para um teatro. Com a falência da construtora, a Prefeitura arcou com os prejuízos, devolvendo aos condôminos as importâncias já recebidas e aí partiram para a construção do Paço Municipal.
V- Período de Resistência
Em 1967, Ariovaldo dos Santos sai do grupo "Diletantes" no qual entrara em 1965, para montar seu grupo, o Texc - Teatro Experimental de Comédias, hoje Cia. Teatral Texc. A partir daquela data até hoje (32 anos) com mais de cem peças montadas, sempre com muito sucesso. Ariovaldo partiu para o projeto "O Teatro vai à Escola" montando simultaneamente peças infanto-juvenis e adultas.
Por uma década, Araraquara viveu sem teatro, usando palcos alternativos. Foi em 1974 que o prefeito Clodoaldo Medina assinou o primeiro convênio com o governo do Estado para iniciar as obras de um novo teatro, desta vez na badalada av. Bento de Abreu, na Fonte Luminosa. Sua inauguração deu-se em janeiro de 1977, no final de sua administração.
Com 2.757,56 m2 de construção em três níveis, situado numa enorme praça ajardinada, que em dezembro de 1992, durante a gestão do Prefeito Waldemar De Santi, recebeu o nome de "Praça Lívio Abramo".
Outro teatro construído pela Prefeitura, na primeira gestão do Prefeito Waldemar De Santi, iniciada em 1977, foi o denominado Teatro de Arena, no bairro do Melhado. Por um longo período foi bastante usado para shows, ballets, não servindo para companhias teatrais, por falta de concha acústica. Tanto o Teatro de Arena como o Municipal iniciaram um processo de deterioração que levaram ao cúmulo de se ter dois teatros e, ao mesmo tempo, nenhum. Sem dúvida a pior fase do teatro local.
Em 31 de agosto de 1988. na segunda gestão do Prefeito Clodoaldo Medina, o Teatro Municipal fez sua última apresentação, fechando as portas a partir daquela data. E a cidade ficou novamente sem uma casa de espetáculos.
VI- Período Atual
Entrando novamente, para sua segunda administração, o prefeito Dr. Waldemar De Santi mandou avaliar a situação do teatro. Com problema de infiltração de águas pluviais gravíssimo, que comprometia seu funcionamento, era necessário passar por uma reforma geral, a partir da cobertura que tinha sido construída para abrigar um bar ao ar livre.
A restauração orçava em importância muito elevada e empresários de nossa cidade, sensibilizados, movimentaram-se em campanhas.
Especialistas e técnicos foram contratados e optou-se pela cobertura com telhas, conforme indicação da maioria. A participação de empresários garantiram o projeto definitivo da cobertura e a compra das telhas e madeira para o início da obra. Uma firma construtora cedeu a mão-de-obra.
Solucionando o problema da infiltração, a próxima etapa seria a restauração da parte interna que ficou danificada. O forro em gesso trabalhado, bastante estragado pela ação da chuva, as madeiras do palco e as poltronas que sofreram muito com a umidade recebida foram questões a serem resolvidas, agora pela Prefeitura, já que a verba conseguida pelas doações foi gasta na cobertura.
Carpinteiros, pedreiros, eletricistas, encanadores e outros técnicos encarregaram-se da construção da sala para administração, copa, lavanderia, reforma dos camarins, pintura geral (interna e externa), troca total do piso do palco, substituição do carpete do piso da platéia, além de outros pequenos reparos, como reforma e lavagem das cortinas. Entre os melhoramentos, foi incluído uma sala de som para gravações, com isolamento em lã de vidro e construídos os urdimentos que antes não existiam.
Tudo isso transformou o Teatro Municipal numa das mais bem equipadas casas em todo o Estado. Corria o ano de 1991, já no seu final e a Prefeitura preparava os últimos detalhes para a abertura, em grande estilo, do novo Teatro Municipal. Os espelhos d'água que existiam à frente do Teatro foram retirados para evitar a proliferação de insetos e em seu lugar surgiram canteiros floridos que mantém o aspecto paisagístico existente em torno do edifício.
A noite de 19 de março de 1992 vai ficar marcada na história da cidade, com a reinauguração do Teatro com grande pompa que o ato mereceu.