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O território, que atualmente pertence a Joinvile, fêz parte das 25 léguas quadradas que D. Pedro II em 1843 doou à sua irmã. a Princesa Francisca Carolina, por ocasião do casamento desta com o PrÃncipe de Joinvile, terceiro filho do Rei LuÃs Filipe, da França. Naquela época a região era inteiramente virgem, apenas se encontrando alguns moradores na orla marÃtima e no planalto de Campo Alegre.
Em 1845, foi designado o engenheiro militar Jerônimo Francisco Coelho para proceder à medicão das terras dotais da PrÃncesa, localizadas na ProvÃncia de Santa Catarina, entre os rios Pirabeiraba e Itapocu, nas proximidades da baÃa de São Francisco.
Em 20 de dezembro do mesmo ano, iniciaram os trabalhos com a colocacão do Marco n.º 1 na margem do Ribeirão do Leão, seguindo na direcão sul. No ano seguinte, a tarefa foi concluÃda com a colocação do Marco n.º 39, na confluência dos rios Cardoso e Itapocu. As terras demarcadas constituÃram o patrimônio que ficou conhecido pelo nome de DomÃnio Dona Francisca, abrangendo uma área de 155.812 hectares.
A planta definitiva da medicão foi desenhada no Arquivo Militar no Rio de Janeiro e posteriormente em Paris.
Com a queda de LuÃs Filipe em 1848, O PrÃncipe de Joinvile exilou-se na Grã-Bretanha, surgindo então o projeto de exploracão das terras que possuÃa no Brasil. Em 1849, cedeu êle 8 léguas quadradas das que possuÃa a uma Companhia. (Sociedade Colonizadora Hamburguesa), fundada sob os auspÃcios do Senador Christian Mathias Schroder, destacado comerciante e armador de Hamburgo. O Govêrno Imperial aprovou o contrato, tendo a Coroa concedido favores especiais ao empreendimento, graças aos quais se fundou a colônia D.Francisca.
Em 22 de maio de 1850, o procurador do prÃncipe de Joinvile, L. Léonce Aubé, acompanhado de duas famÃlias de colonos, de seu cozinheiro e do engenheiro da Sociedade Colonizadora, Hermann Günther, alcançaram a região destinada à futura Colônia. Êsses pioneiros derrubaram a floresta, fizeram picadas, cuidaram das primeiras plantações e construÃram dois ranchos que deveriam receber os primeiros imigrantes. O lugar escolhido para a construção dos ranchos é o da atual rua Mato Grosso, debaixo da qual passa o ribeirão Matias. O pequeno núcleo que aà se formou recebeu o nome de Schrodersort. Quase um ano mais tarde, em 9 de março de 1851, desembarcaram os primeiros imigrantes, 118 alemães e suÃços, trazidos pela barca "Colón". Ao mesmo tempo duas embarcacões menores trouxeram 74 noruegueses em trânsito pela capital do Império.
Em carta de um funcionário aduaneiro é descrito o desenvolvimento da colônia em seus primórdios: "O seu estado atual é o melhor possÃvel, apresentando um aspecto cada vez mais agradável, não se poupando os colonos a todo e qualquer trabalho, pois a alguns dos que outrora serviram em seu paÃs como oficiais militares não repugna pegar no machado e na foice para derrubarem as matas e aperfeiçoarem as três grandes picadas que existem abertas em diferentes direções, podendo nelas já se transitar a cavalo em grande distância para as casas que se acham edificadas ao correr das mesmas picadas, cujo número já passa de cinqüenta (...).Acha-se construÃda na referida colônia uma olaria na qual se manufatura perfeito tijolo e telha (...) Muito em breve ver-se-ão casas com paredes de tijolos e cobertas de telhas, ficando, assim, mais sólidas e seguras, havendo para isso bastante cal no estabelecimento da Colônia".
Em 1852, além da olaria já mencionada, havia três estabelecimentos industriais: fábricas de louças de barro, de vinagre e de cigarros.
Nesse mesmo ano, a sede da colônia passou a denominar-se Joinvile, em homenagem ao PrÃncipe que cedera as terras para a colonizacão.
O MunicÃpio surgiu em 1866, completando, a 15 de março dêste ano, seu primeiro centenário de existência.
Formaçao Administrativo
A LEI provincial n.º 452, de 8 de abril de 1858, criou a freguesia de São Francisco Xavier de Joinvile. O MunicÃpio foi criado pela Lei provincial n.º 566, de 15 de março de 1866, com território desmembrado do de São Francisco do Sul, verificando-se sua instalação a 7 de janeiro de 1869.
A sede municipal recebeu foros de cidade, por efeito da Lei provincial n.º 842, de 3 de maio de 1877.
Atualmente está dividido em 3 distritos: Joinvile, Pirabeiraba e Boa Vista.
A comarca de Joinvile foi criada pela Lei provincial n.º 1.000, de 18 de abril de 1833, e instalada a 10 de fevereiro de 1890.
De acôrdo com a legislacão judiciária do Estado, Joinvile é comarca de 4.ª entrância e sede da 3.ª circunscrição judiciária.
Fonte: Biblioteca IBGE
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