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Localização
Localizado
na parte oeste da Região Norte do Brasil, o Estado de
Rondônia encontra-se em área abrangida pela Amazônia
Ocidental. A maior parte do território do Estado de
Rondônia encontra-se incluída no Planalto Sul-Amazônico,
uma das parcelas do Planalto Central Brasileiro.
Limites
Norte
:Estado do Amazonas
Leste e Sudeste : Estado de Mato Grosso
Sudeste: Estado de Mato Grosso e Bolívia
Oeste : Bolívia
Noroeste : Estados do Amazonas e Acre.
Relevo
O
relevo do Estado é pouco acidentado, não apresentando
grandes elevações ou depressões, com variações de altitudes
que vão de 70 metros a pouco mais de 500 metros. A região
norte e noroeste, pertencente à grande Planície Amazônica,
situa-se no vale do rio Madeira e apresenta área de
terras baixas e sedimentares. As áreas mais acidentadas
encontram-se localizadas na região sul, onde ocorrem
elevações e depressões, com altitudes que chegam a alcançar
800 metros na Serra dos Pacaás Novos, que se dirige
de noroeste para sudeste e é o divisor entre a bacia
do rio Guaporé e as bacias dos afluentes do rio Madeira
(Jaci-Paraná, Candeias e Jamari).
Solo
A
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
identificou no Estado de Rondônia, 186.442 km² de solos
aptos para lavouras, 8.626 km² para pastagem plantada
e ainda 6.549 km² com possibilidades de utilização para
silvicultura e pastagem natural.
Hidrografia
A
rede hidrográfica do Estado de Rondônia é representada
pelo rio Madeira e seus afluentes, que formam oito bacias
significativas: Bacia do Guaporé, Bacia do Mamoré, Bacia
do Abunã, Bacia do Mutum-Paraná, Bacia do Jacy-Paraná,
Bacia do Jamari, Bacia do Ji-Paraná e Bacia do Aripuanã.
O rio Madeira, principal afluente do rio Amazonas, tem
1.700 km de extensão em território brasileiro e vazão
média de 23.000 m3 por segundo. É formado
pelos rios Guaporé, Mamoré e Beni, originários dos planaltos
andinos, e apresenta dois trechos distintos em seu curso,
denominados Alto e Baixo Madeira. O primeiro trecho,
de 360 km, até as proximidades da cidade de Porto Velho,
capital do Estado, não apresenta condições de navegabilidade
devido à grande quantidade de cachoeiras existentes.
São 18 cachoeiras ao todo, com desnível de cerca de
72 metros e índice de declividade da ordem de 20 cm
a cada quilômetro. O Baixo Madeira, trecho em que o
rio é francamente navegável, corre numa extensão de
1.340 km, a partir da Cachoeira de Santo Antonio até
sua foz, no rio Amazonas. O trânsito fluvial entre Porto
Velho e Belém, capital do Estado do Pará, é possível
durante todo o ano nesta hidrovia de cerca de 3.750
km, formada pelos rios Madeira e Amazonas. Através do
rio Madeira circula quase toda a carga entre Porto Velho
e Manaus, capital do Estado do Amazonas, principalmente
os produtos fabricados nas indústrias da Zona Franca
de Manause destinados aos mercados consumidores de outras
regiões.
O rio Guaporé, em todo o seu percurso, forma a linha
divisória entre o Brasil e a Bolívia, apresentando condições
de navigabilidade para embarcações de pequeno e médio
calados na época da vazante. A bacia do Mamoré ocupa
área de 30.000 km² dentro de Rondônia e, juntamente
com a bacia do Guaporé forma uma rede hidroviária de
capital importância para o Estado, que utiliza a hidrovia
como seu principal meio de transporte e comunicação.
O rio Mamoré nasce na Bolívia e recebe o rio Beni, ocasião
em que forma também a linha fronteiriça do Brasil com
a Bolívia. É navegável a embarcações de médio calado
em qualquer época do ano. A bacia do rio Mutum-Paraná
ocupa superfície de 8.840 km² e é de importância apenas
relativa para o Estado, servindo principalmente como
via de penetração para o interior. O rio Abunã é importante
por ser responsável pela demarcação da linha divisória
dos limites internacionais entre Brasil e Bolívia no
extremo oeste do Estado. A área de abrangência de sua
bacia hidrográfica é de aproximadamente 4.600 km² numa
região onde o grande número de cachoeiras e corredeiras
dificulta a navegação. A bacia do rio Jaci-Paraná se
estende por 12.000 km²e apresenta as mesmas características
do rio Mutum-Paraná. O rio Jamari tem grande significação
econômica para Rondônia, por ter sido represado para
a formação da primeira usina hidrelétrica do Estado
e servir como importante via de transporte de passageiros
e cargas na região compreendida entre os municípios
de Porto Velho e Ariquemes. Sua bacia ocupa área de
31.300 km² aproximadamente. O rio Ji-Paraná é o mais
importante afluente do rio Madeira em Rondônia, dada
a longa extensão de seu curso, que corta todo o Estado
no sentido sudeste/nordeste. Seu complexo hidrográfico
abrange superfície de aproximadamente 92.500 km². Embora
tenha 50 cachoeiras e corredeiras ao longo de seu percurso,
em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo
ao escoamento dos produtos oriundos do extrativismo
vegetal na região. A bacia do rio Aripuanã está localizada
na região sudeste do Estado e ocupa área de aproximadamente
10.000 km². Seus rios são extremamente encachoeirados,
oferecendo grande potencial hidrelétrico, mas se encontram,
em sua maioria, dentro de áreas indígenas, não podendo,
portanto, ser explorados.
Clima
O
clima do Estado de Rondônia é equatorial e a variação
da temperatura se dá em função das chuvas e da altitude.
As temperaturas médias anuais variam entre 24 e 26º
C, podendo as máximas oscilar entre 28 e 33º C e as
mínimas chegar a 18 ou 21º C nas regiões de maior altitude,
no município de Vilhena. A precipitação anual varia
de 1.800 a 2.400 mm. A menor queda pluviométrica ocorre
no trimestre de junho a agosto, sendo o período de dezembro
a maio o mais úmido.
Parques
e Reservas Naturais
Com
o objetivo de proteger a natureza e garantir a preservação
ambiental de extensas áreas não habitadas, o Governo
Federal passou a criar parques e reservas naturais na
região Amazônica. O Parque Nacional de Pacaás Novos
foi criado em 1979 e ocupa área de 765.000 hectares
(1.913.000 acres) nos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim,
Ariquemes e Ji-Paraná. Com extensa área de plateau coberta
por espessa vegetação de cerrado, nele se encontra a
Chapada dos Pacaás Novos, na região oeste do Estado.
Na fronteira com o Estado de Mato Grosso às margens
do rio Ji-Paraná, encontra-se a Reserva Biológica Nacional
do Jaru, com área de 268.150 hectares (670.375 acres),
também criada em 1979.
Na região sul do Estado encontra-se a Reserva Natural
de Guaporé, que cobre uma área de 600.000 hectares (1.500.000
acres). O acesso à região é feito por barco. Dentro
da reserva, a três dias de viagem da cidade de Guajará-Mirim,
podem ser visitadas as ruínas do forte Príncipe da Beira,
construído no século XVIII pelos colonizadores portugueses.
Existe ainda no Estado a Reserva Extrativista Rio Ouro
Preto, que abrange área de 204.583 hectares, localizada
nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e a Reserva
Ecológica Nacional Ouro Preto do Oeste, com área de
138 hectares, no Município de Ouro Preto do Oeste, região
sudoeste do Estado.
Gentílico
Rondoniano.
Hora
local
-1h
em relação a Brasília.
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