O municÃpio de Bento Fernandes originou-se de um aglomerado de quatro propriedades rurais: 1ª) pertencente a um antigo posseiro, chamado Barreto, desbravador de uma área que sai da Serra da Formiga, no municÃpio de São Tomé, de quem surgiu o topônimo "Barreto" dado ao riacho e à localidade que mais tarde viria a se formar naquele local; 2ª) pertencente a Joaquim Nicácio Nunes; 3ª) pertencente a Manoel Rafael Arcanjo; e 4ª) pertencente a Bento Fernandes de Macedo. A população predominante na cidade descende dos Senhores Manoel Rafael Arcanjo e Joaquim Nicácio Nunes. Com o tempo, essas quatro propriedades constituÃram uma povoação, denominada Barreto, por força do hábito, por volta do inÃcio do século XIX, que se beneficiava com a água vinda do riacho Barreto, riacho este que até hoje beneficia a população em geral com água para o consumo animal e para o plantio. Os primeiros registros em documentos históricos sobre ocorrência de posse das terras do Tabuleiro do Barreto, apontam para o ano de 1804. Entretanto, somente no ano de 1822, os senhores Luiz Gomes da Silva, Caetano da Silva Sanches e Gaspar Rebouças, receberam as sesmarias do riacho do Barreto. Foi este mesmo Caetano da Silva, o filho e xará do Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, que liderou um movimento popular em Natal, ajudou na construção da torre da igreja de Santo Antônio e doou o galo de bronze que até hoje existe. Algumas figuras se destacaram na história de Barreto. Entre elas, podemos destacar duas personalidades: a) Carlos Augusto Carrilho de Vasconcelos (1849 - 1920), senhor de engenho em Ceará-Mirim, responsável pela construção da capela de São Sebastião, como também pelo desenvolvimento da atividade agrÃcola no povoado de Barreto, seja pelas compras ou pelos auxÃlios financeiros; b) Bento Fernandes de Macedo (1848-1925), agricultor, proprietário desde 1870, chegando a ser Delegado de PolÃcia da comunidade, conseguindo conquistar a todos com sua simpatia, dedicação e solidariedade, com famÃlia de 18 filhos ao final de sua existência, pautada pela honestidade e pelo labor. Bento Fernandes de Macedo morreu, assassinado, no ano de 1925, na tentativa de debelar um tumulto ocorrido durante uma novena, em frente à capelinha do Sagrado Coração de Jesus, por um grupo de forasteiros. A referida capelinha do Sagrado Coração de Jesus, ainda hoje existe, testemunho daquele dramático momento, constituindo-se em patrimônio histórico do municÃpio. Após o trágico incidente com Bento Fernandes, a população local manifestou o desejo de mudar o nome do municÃpio, o que só veio ocorrer aos 31 de Dezembro de 1958, por força da Lei n º 2.353, quando Barreto passou a se chamar oficialmente Bento Fernandes, em homenagem ao Delegado que virou história. Fonte: cnm.org.br
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