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Bosque Alemão
Foto: www.pr.gov.br
Possui uma área de 38.000 m², sendo
a maior parte constituída de mata nativa, na entrada da parte superior do Parque,
encontra-se o Oratório Bach - réplica de uma igreja de madeira, construída sobre uma
base de alvenaria - e funciona como sala de concertos com capacidade para 100 pessoas. Ao
lado um espelho dágua forma uma cascata semi circular sobre a qual uma passarela
permite o acesso à torre de 15 m de altura, onde localiza-se o mirante.
Da base da torre um caminho leva à "Casa dos Contos" (reprodução da Casa da
Bruxa), onde está instalada a biblioteca com livros infantis. Atravessando outro espelho
dágua, uma ponte leva o caminho da entrada inferior, onde está um palco ao ar
livre que tem como fundo de cena o "Mural de Fausto" ladeado por canteiros de
flores. Doze murais em azulejos, abrigados em estrutura de madeira contam a estória de
João e Maria (Hanz e Gretel) compilada pelos irmãos Grinn na Alemanha e que se
transformou ao longo dos séculos num dos mais populares contos da literatura infantil.
Localizado no Jardim Schaffer, entre as Ruas Franz Schubert, Nicollo Paganini e Francisco
Schaffer. Tel: (041) 338-6835.
Bosque João Paulo II
Foto:
Pedro Serápio
Criado após a visita do Papa a
Curitiba, caracteriza-se como Memorial da Imigração Polonesa no Paraná. Inaugurado em
08 de dezembro de 1980, compreende uma área de 50.000 m², entregue ao Governo do Estado
e à Prefeitura de Curitiba, como resultado da desapropriação conjunta com a antiga
fábrica de velas Estearina, no Centro Cívico.
Em suas alamedas possui calçadas de pedras valorizando o pinheiral ali existente. Foi
canalizado o trecho do rio Belém entre a Avenida Cândido de Abreu e a Rua Celeste Santi
no Ahú, acompanhando o traçado original daquele curso dágua.
Com seu conjunto de edificações em troncos de madeira, típicas da arquitetura polonesa,
se constitui num museu ao ar livre. A principal é a Casa dos Troncos da Colônia Thomaz
Coelho, construída em 1883, segundo consta gravado em uma de suas toras. Foi doada pela
colônia à cidade por ocasião da visita do Papa a Curitiba e, transformada na Capela
João Paulo II. Em seu interior está a imagem de Nossa Senhora de Czestochowa ou Nossa
Senhora de Montes Claros, Padroeira da Polônia.
O paiol, construção de 1876, ano de início da colonização polonesa na região da
Grande Curitiba doado por Pedro e Sophia Patek, habitantes da Colônia Thomaz Coelho e, as
outras casas, abrigam o acervo, composto de mobiliário, utensílios domésticos e
instrumentos agrícolas; ou destinam-se à exposições esporádicas e manifestações que
dizem respeito à vida do imigrante ou foram adaptados para funções administrativas e
venda de artesanato típico polonês.
Uma estátua com a imagem de João Paulo II, numa das ruelas do bosque, atesta que, acima
de tudo, o local é o marco da passagem profética de João de Deus em julho de 1980.
Possui também um palco para apresentações artísticas.
Está localizado na Rua Mateus Leme - Centro Cívico.
Tel: (041) 321-8375 (museu) e 254-4816.
Universidade Livre do
Meio Ambiente ( Bosque Zaninelli )
Inaugurada em 15 de junho de 1992
com o objetivo de formar nas pessoas uma consciência de defesa ambiental como fator de
sobrevivência. Edificado em eucalipto, o prédio de 874 m², possui uma rampa em forma de
espiral com 22 m que permite uma vista panorâmica do entorno.
Está localizada em meio aos 37.000 m² de mata nativa do Bosque Zaninelli, onde existia
desde 1947, uma das maiores pedreiras de Curitiba.
Rua Victor Benato, 210 - Pilarzinho.
Tel: (041) 254-5548 / 254-3734.
Jardim Botânico Fanchette
Rischbieter
Foto:
Cláudio de Andrade
Inaugurado em 05 de outubro de 1991,
o Jardim Botânico possui uma área de 245.000 m², com uma estufa inspirada nos palácios
de cristal ingleses do século passado, que expõe permanentemente plantas originárias
dos mais diversos pontos do território brasileiro.
Conta ainda com jardins em estilo francês e trilhas que cortam o bosque, de onde podem
ser vistos os pinheiros-do-paraná, pitangueiras, pessegueiros entre outros.
O projeto é do arquiteto Abrão Assad e dele consta ainda o Museu Botânico, com espaço
para biblioteca especializada, centro de pesquisas, auditório, sala de exposições
temporárias e permanentes.
Localiza-se na Rua Ostoja Roguski (Primeira Perimetral dos Bairros) - Capanema.
Tel: (041) 321-8646 / 362-1800 (Museu)
Parque Barigüi
Foto:
www.pr.gov.br
Criado em 1972, com uma área de
1.400.000 m2, o parque foi projetado pelo arquiteto Lubomir Ficinski. Possui
uma área de 500.000 m2 de bosque, à sombra do qual foram construídas
churrasqueiras. É equipado com um Centro de Exposições, inaugurado em 1976 com 8700 m2
de área construída, mais estacionamento e local para exposições externas.
O parque abriga ainda Centro de Convenções e de Exposições, pistas de aeromodelismo e
bicicross, canchas de futebol e voleibol, trilha para trekking ou cooper, parque de
diversões, Estação da Maria Fumaça, um lago formado pela represa, pedalinhos,
vestígios da construção de uma antiga olaria, em parte hoje transformada numa academia
de ginástica e em lanchonete. Lá funciona ainda, o Museu do Automóvel, fundado em 1969
com sua primeira sede no Bairro do Parolin e desde 1973 no Parque Barigüi, possuindo um
acervo com dezenas de veículos antigos, além de outras antigüidades mecânicas e uma
biblioteca especializada no assunto. É atingido pela Rodovia BR 277 (trecho comum com a
BR 376) sentido Ponta Grossa ou pela Avenida Cândido Hartmann. Tel: (041) 335-2112.
Parque Regional do Iguaçu
Zoológico
Foto:
www.pr.gov.br
Criado em 1982, possui uma área de
aproximadamente 8.264.316 m2 e localiza-se na região Sul e Sudoeste de
Curitiba, entre a RFFSA e o rio Iguaçu. Divide-se em sete setores diferentes: o esportivo
com canchas de esportes, equipamentos de recreação, estádio de beisebol; o setor
náutico, onde estão as raias de remo, da estação de piscicultura, a praia fluvial; os
pomares públicos; os bosques naturais; o setor pesqueiro e santuário ecológico,
complementados com estacionamentos, churrasqueiras, vestiários, sanitários, lanchonetes,
a Casa de Acantonamento e ainda o zoológico com uma área de mata nativa de 530.000 m2,
abrigando aproximadamente 80 espécies de animais, constituindo-se em local de pesquisa e
um dos maiores centros de reprodução de animais em cativeiro .
Acesso pela Avenida Marechal Floriano Peixoto.
Parque Municipal do Passaúna
Foto:
Joel Rocha
Inaugurado em 10 de março de 1991, o
Parque possui uma área de 6.500.000 m2 margeando a represa do rio Passaúna,
responsável pelo fornecimento de 1/3 da água consumida em Curitiba.
Possui trilha ecológica beirando o lago, com 3,5 km que permite a observação das
espécies da flora e fauna do Parque, ancoradouro de barcos, choupanas, recantos
pesqueiros, recantos para crianças, lanchonete e um mirante de 46 m de altura e 27 m de
comprimento, cujo acesso possibilita uma visão da área do Parque. Do projeto consta
ainda a construção de outro portal de entrada, além de uma estação biológica na
antiga Olaria Alberto Klemtz e do Centro de Educação Ambiental, onde funcionou a Olaria
Santa Rosa, que abriga também museu, atelier de cerâmica e lanchonete. Pelo decreto nº
80 de 06 de março de 1991 o Prefeito Jaime Lerner assegurou a proteção ambiental do
manancial do Passaúna no Município de Curitiba. Inicia-se no Bairro de São Miguel, na
divisa com Araucária e atinge a extremidade do Bairro de Santa Felicidade, na divisa com
Almirante Tamandaré. O mirante e o portal - exótica obra de troncos, localizam-se no
Bairro Augusta, distando 12 km do centro de Curitiba. Tel: (041) 335-2112.
Ópera de Arame - Parque das
Pedreiras
Equipamento cultural inaugurado
em 18 de março de 1992 destinado à apresentações artísticas e culturais. Faz parte,
juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski, do Parque das Pedreiras - antigo local
da Pedreira João Gava, com capacidade para 60.000 pessoas.
Foi edificada em ferro tubular e revestida em tela aramada, numa estrutura semelhante à
Ópera de Paris. São 4000 m² de área construída em três níveis, que abrigam 1800
lugares na platéia e 46 camarotes com capacidade total de 600 espectadores, num projeto
do arquiteto Domingos Bongestabs.
Toda a Ópera é cercada por um lago de 50 por 150 m, além de na área existir uma
cascata - originária de uma das nascentes do local, uma passarela aramada de entrada e um
bonito paisagismo.
Situa-se na Rua João Gava, s/n - Pilarzinho.
Tel: (041) 252-9637.
Parque Tingüi
Foto:
Carlos Ruggi
Inaugurado em 1º de outubro de 1994,
com área de 380.000 m², tem a função de preservar o fundo de vale do rio Barigüi,
servindo de solução aos problemas de enchentes e ocupação desordenada do solo.
Seu nome é uma referência a tribo Indígena que habitava a região de Curitiba, quando
da chegada dos primeiros colonizadores portugueses, e significa "nariz afilado".
Possui uma estátua de autoria de Elvo Benito Damo, representando o cacique Tindiqüera,
que teria indicado aos colonizadores o local onde deveria ser instalada a Vila de Nossa
Senhora da Luz dos Pinhais. Outras estátuas estão previstas, retratando os demais
personagens ligados à fundação da cidade.
Memorial da Imigração
Ucraniana ( Parque Tingui )
Foto:
Cláudio de Andrade
Inaugurado em 26 de outubro
de 1995, homenageando um dos principais grupos étnicos da cidade. Compõem o conjunto uma
reprodução da Igreja de São Miguel Arcanjo, com 150 m², construída no final do
século passado na localidade de Serra do Tigre, no município de Marechal Mallet,
considerada um dos monumentos ucranianos mais antigos do Brasil. A construção segue
normas da religião Ortodoxa, como cúpula oitavada, revestida externamente em cobre, com
as faces representando os quadrantes do entendimento humano. O altar é voltado para o
leste e a cobertura em telhas de pinho. O local não tem função religiosa, apenas serve
para mostrar as tradições ucranianas, tais como os ícones (pinturas religiosas) e as
pêssankas (ovos pintados à mão). Ainda fazem parte do conjunto, um campanário, um
palco para apresentações folclóricas e um portal.
Localiza-se entre as ruas Fredolin Wolf e José Valle. Tel: (041) 335-2112.
Memorial da Cidade
Foto:
Ricardo Almeida
A obra com 5000 m2, tem
como autor do projeto arquitetônico, Fernando Popp, sendo um espaço dedicado as artes,
folclore, informações, memória , além de expor peças artísticas como as Quatro
Estações de João Turim, uma cabeça do pensador Voltaire de Zaco Paraná e ainda um
Leonardo da Vinci esculpido por Poty Lazarotto.
O prédio em forma estilizada de pinheiro, árvore símbolo do Paraná, tem estrutura de
ferro, com as paredes laterais e cobertura de vidro laminado, possui quatro pavimentos e
um terraço panorâmico com vista para o entorno.
No térreo, há um córrego denominado "Rio de Pinhões" do escultor Elvo Benito
Damo, cujo leito é revestido de pinhas e pinhões. Em cima do local destinado à
apresentações musicais, existe um mapa histórico-geográfico, em azulejos executado por
Poty Lazarotto e um painel de Antonio Maria representando gralhas-azuis.
O primeiro e segundo pavimentos abrigam exposições temporárias, tendo como tema
inaugural a mostra "Caminhos da Igualdade" exposição fotográfica com 3500
obras formadas por tapetes e caleidoscópios de fotos.
No primeiro andar, no fundo do salão, existe a Capela da Fundação, com dois altares
restaurados da antiga Igreja Matriz de Curitiba, uma imagem de Nossa Senhora da Luz e o
livro da fundação de Curitiba, expostos num espaço especialmente desenhado para abrigar
as peças do início de nossa história.
No segundo andar, sobre os altares existem pinturas em afresco, num trabalho de Sérgio
Ferro.
O terceiro andar, totalmente climatizado, também abriga exposições temporárias e
proporciona acesso ao terraço panorâmico. O Memorial da Cidade ou de Curitiba,
inaugurado no dia 15 de agosto de 1996, dá acesso a Casa Vermelha e futuramente se
interligará com o prédio contíguo onde funcionava um hospital e com a Casa Hofmann, um
novo espaço de cultura e lazer. Localiza-se à Rua Claudino dos Santos - Setor
Histórico. Tel: (041) 322-1525 - Ramal 2263 / 2313.
Palácio Hyogo
Inaugurado em 1996, foi o local
onde o casal imperial japonês recebeu as primeiras homenagens em sua visita a Curitiba no
dia 7 de junho de 1997.
O Palácio abriga a Câmara de Comércio e o Instituto Cultural e Científico Brasil -
Japão e leva o nome dos estado japonês considerado irmão do Paraná. É um projeto da
arquiteta Cristina Sato e possui biblioteca, auditório, sala de exposições, além da
Sala Himeje, que possui fotos e informações de Himeje a cidade japonesa irmã de
Curitiba.
Localiza-se na Av. Comendador Franco, 871 - Jardim Botânico.
Tel: (041) 362-3663.
Museu do Expedicionário
Foto:
Haraton
É mantido pela Legião Paranaense do
Expedicionário, órgão dos ex-combatentes residentes no Paraná e que serviram na Força
Expedicionária Brasileira (FEB) durante a II Guerra Mundial. Foi criado em 1946, e desde
1980 é vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. Seu acervo é composto por material
bélico, medalhística, indumentária, fotografias, documentos e jornais referentes a II
Guerra Mundial.
Localiza-se na Praça do Expedicionário, s/n. Tel: (041) 264-3931.
Praça Tiradentes
Foto:
www.pr.gov.br
A mais antiga praça da cidade, com
9026 m2, era conhecida como Largo da Matriz, por abrigar a pequena capela em
torno da qual se desenvolveu a Vila Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. No mesmo
local da antiga capela está hoje a Catedral Metropolitana de Curitiba. Em 1880, quando da
visita do imperador ao Paraná, o Largo da Matriz mudou seu nome para Largo Dom Pedro II e
em 1889 passou a denominar-se Praça Tiradentes. Abriga bustos de personagens importantes
da história do Brasil como Getúlio Vargas, Marechal Floriano Peixoto e Tiradentes, esta
última de João Turim. Além destes, também o Marco Zero da cidade, de onde são medidas
e encontradas todas as distâncias, assinaladas as direções de Santa Catarina,
"Iguassu", São Paulo e Paranaguá; a referência de nível de Curitiba; e o
monolito que registra o local do Pelourinho levantado por Gabriel de Lara, com a Cruz de
Malta, que representa o poder legalmente constituído do governo português, a justiça e
a caracterização das vilas. No início de 1994 foi reformada com o objetivo de alterar o
tráfego do anel central, além de servir como terminal de algumas linhas de ônibus
urbanos, além de servir como ponto de partida da Linha Turismo (Jardineira).
Catedral Basílica Menor de
Curitiba
Foto:
www.pr.gov.br
Localizada onde Curitiba nasceu como
cidade, na Praça Tiradentes, inicialmente era uma pequena capela de madeira, que em 1715
foi elevada à Primeira Igreja Matriz. Foi então erguida uma outra matriz, de pedra e
barro, em estilo colonial. Em 1860, por ocasião do levantamento das torres, a
construção apresentou rachaduras o que motivou, em 1875, sua completa demolição. Neste
período a Igreja Matriz passou a ser a Igreja do Rosário. A inauguração da atual
igreja, foi em 1893, construída em estilo neo-gótico e inspirada na Sé de Barcelona. A
imagem original, dedicada a Nossa Senhora da Luz, veio de Portugal sendo entronizada em
1640. Encontra-se hoje no Museu Paranaense, Sendo a imagem que está atualmente na igreja,
a terceira de uma série. Em seu interior existem vitrais, doados por famílias
tradicionais curitibanas; móveis e púlpitos em alto relevo, entalhados em imbuía. Foi
restaurada em 1993, e em 08 de setembro do mesmo ano passou a denominar-se Catedral
Basílica Menor.
Situa-se a Rua Barão do Serro Azul, 31. Tel: (041) 222-1131
Igreja da Ordem Terceira de São
Francisco das Chagas
Construída em 1737, é a mais
antiga de Curitiba. Seu nome original era Nossa Senhora do Terço, só mudado com o
surgimento da Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746. Em anexo, foi construído em
1752, um convento que funcionou até 1783, dirigido por religiosos franciscanos. Em
1834/35 desabou o vigamento da igreja e apesar da reconstrução da parte desmoronada,
continuou em péssimas condições. Mesmo assim, com a chegada dos colonos poloneses,
serviu-lhes de paróquia. Em 1880, com a visita do imperador D. Pedro II, foi promovida a
restauração definitiva da igreja. A torre foi concluída em 1883 e os sinos doados pelos
senhores da erva-mate. A partir de então, tornou-se sede da vida espiritual dos alemães,
sendo os ofícios celebrados no idioma alemão até 1937. Estas reformas descaracterizaram
suas linhas arquitetônicas, originariamente coloniais, dando-lhe características
indefinidas, com a torre lembrando o estilo mourisco segundo alguns, ou neo-góticos,
segundo outros. Foi tombada em 1965 e novamente restaurada no período de 1978/80, dentro
de uma filosofia conservadora, marcando a autenticidade de nossa paisagem histórica.
Localiza-se no Largo da Ordem - Setor Histórico. Tel: (041) 223-7545.
Museu de Arte Sacra
O Museu de Arte Sacra da
Arquidiocese de Curitiba é o coroamento do processo de restauração do mais antigo
templo existente na cidade - a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.
Ocupou anteriormente as dependências do Seminário Menor da Arquidiocese, na Rodovia do
Café. Com a restauração da Igreja da Ordem em 1978, optou-se pela criação de um
espaço definitivo para o museu, que foi inaugurado ao anexo da igreja, em 1981.
A peça mais valiosa do acervo é o altar-retábulo lateral da antiga Matriz, um resgate
do passado barroco da cidade. Há relíquias das principais igrejas de Curitiba: a da
Ordem Terceira, da Catedral Metropolitana, de Nossa Senhora do Rosário e a de São
Francisco de Paula (nunca concluída, com parte da construção conservada ainda na Praça
João Cândido). Em seu acervo existem peças preciosas como a imagem de Nossa Senhora da
Luz dos Pinhais, datada da segunda metade do século XVIII; a do Bom Jesus dos Pinhais, em
terracota, de fins do século XVII e a de Nossa Senhora do Terço, em madeira policromada,
entre outras peças. Existe ainda um espaço reservado às exposições temporárias.
Igreja de Nossa Senhora do
Rosário de São Benedito
Foto:
www.pr.gov.br
Consta como sendo a segunda igreja de
Curitiba, construída por escravos em 1737. Era a Igreja dos Pretos de São Benedito. Com
a abolição da escravatura, perdeu sua razão de ser, só sendo conservada por estar
localizada junto ao caminho do cemitério. Passou a ser chamada a igreja dos mortos, por
ser ali o local de sua encomendação. Durante a construção da atual catedral de
Curitiba, serviu de matriz (1875-1893). Seu estilo era originariamente colonial. Em 1931
foi demolida dado o seu péssimo estado de conservação. Em 1946, a nova Igreja do
Rosário foi inaugurada. Em estilo barroco tardio, tem a fachada em azulejos, originais da
antiga capela. Enfeitam suas paredes os passos da Paixão em azulejaria recente, em estilo
português. Em sua entrada está o túmulo do Monsenhor Celso, pároco da cidade e cura da
Catedral por 21 anos, falecido em 1931.
Aos domingos às 08h00 é celebrada a Missa do Turista.
Situa-se na Praça Garibaldi, s/n - Setor Histórico.
Largo Coronel Enéas ( Largo
da Ordem )
Foto:
www.pr.gov.br
Localizado no Setor Histórico de
Curitiba que compreende ainda a Rua São Francisco e as praças Garibaldi, João Cândido
e Generoso Marques, é conhecido como Largo da Ordem, pois nele se encontra a Igreja da
Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, a mais antiga da cidade.
Desempenha significativo papel histórico-cultural e social na vida do curitibano, sendo
que em seu entorno localizam-se diversos exemplares da arquitetura dos séculos XVIII e
XIX, hoje restaurados e adaptados, em sua maioria, para o desempenho de funções
culturais, como a Casa Vermelha e a Casa Romário Martins, instituições de ensino,
restaurantes, mini-shopping, pubs etc.
Desde o século XVIII, o Largo abrigou intenso e variado comércio, quando os colonos
vindos com suas carroças, traziam produtos hortifrutigranjeiros e faziam compras nas
casas comerciais existentes. Os animais utilizavam-se do bebedouro ali localizado,
provavelmente construído em 1853 com o pedestal de pedra e a bacia em ferro.
Ruínas de São Francisco
Foto:
www.pr.gov.br
As Ruínas de São Francisco
representam o início da construção da Igreja de São Francisco de Paula, em 1809
presumivelmente, da qual este vestígio seria o seu frontal. É um local envolto em
mistérios e lendas, uma das quais relata a existência de um tesouro ali enterrado de
propriedade do pirata Zulmiro que, após a sua morte, vinha assustar as pessoas que dele
se aproximassem.
Fechadas com grades, de maneira a protegê-las da depredação e do mau uso, junto a ela,
está um anfiteatro ao ar livre e sob sua arquibancada foram construídas as Arcadas das
Ruínas de São Francisco, abrigando lojas de souvenirs e presentes, pizzaria, bar,
confeitaria, antiquário, cabeleireiro, floricultura, banca de revistas, além de
sanitários públicos e posto da Guarda Municipal.
Localiza-se na Praça João Cândido entre as ruas Dr. Kellers e Jaime Reis - Setor
Histórico
Solar do Rosário
Foto:
Cláudio de Andrade
Conhecido como "Solar de Sinhá
França", por ter sido, nos idos de 1890 a residência da família Paula França.
Pelos registros, o industrial Ignácio de Paula França "exerceu elevados cargos
nesta capital tendo sido Presidente da Câmara Municipal, Prefeito, Tesoureiro da
Delegacia Fiscal, dedicando-se nos últimos tempos de vida à sua indústria", que
teria sido a fábrica de Cerâmica das Mercês.
Posteriormente foi adquirido pelo historiador e colecionador de arte Newton Carneiro, que
teve a intenção não concretizada de transformá-lo em pousada. Até o ano de 1988, foi
sede do Instituto Goethe do Paraná que ministrava cursos e atividades culturais. Em 1989
foi entregue a uma entidade sem fins lucrativos, que tinha como objetivo resgatar sua
memória através do desenvolvimento de atividades culturais. Dentro desse propósito o
casarão foi submetido a um projeto de restauração do arquiteto paranaense Ernesto Zanon
concluído em janeiro de 1992. Em maio desse mesmo ano, o Solar do Rosário, que possui
este nome devido a proximidade com a Igreja do Rosário, foi inaugurado como espaço de
arte e cultura. Possui galeria de arte, antiquário, café colonial e cursos na área e
cultura.
Localiza-se na Rua Duque de Caxias, 4 - Setor Histórico.
Museu de Arte Contemporânea
Foto:
www.pr.gov.br
Seu acervo é formado de pinturas,
esculturas, desenhos, gravuras etc, de artistas brasileiros, em especial paranaenses,
tendo por finalidade preservar e divulgar a arte contemporânea. Foi criado em 1970, sendo
que desde 1974 se encontra na atual sede na Praça Zacarias, que em 1978 sofreu ampla
reforma e restauração. Este prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico, teve sua
construção iniciada em 1926 e foi inaugurado em 1928, como sede da Secretaria de Saúde
Pública, depois da Secretaria do Trabalho e Assistência Social que ocupou até 1973.
Rua Desembargador Westphalen, 16. Tel: (041) 222-5172.
Museu de Arte do Paraná
Foto:
Haraton
O Palácio São Francisco,
construído na década de 20 para moradia da família Garmatter foi, posteriormente, entre
1938 - 1953 sede do Governo Estadual. Restaurado para abrigar o Museu de Arte do Paraná,
cuja inauguração ocorreu no dia 10 de março de 1987 é repositório de obras de
artistas que projetam o Estado no cenário nacional, tais como Andersen, Guido Viaro,
Poty, Bakum, De Bona, Lange de Morretes e tantos outros, a pinacoteca foi formada por
obras originárias de diversos órgãos públicos e de colecionadores particulares. Além
do acervo em exposição permanente faz parte do Museu uma biblioteca, o setor educativo
responsável pela monitoria às escolas visitantes e a sala do artista que promove a cada
mês uma exposição de obras de artistas paranaenses.
Situa-se na Praça João Cândido, 40 - Alto São Francisco. Tel: (041) 234-3172.
Museu de História Natural
Foto:
www.pr.gov.br
O acervo existente desde 1935 esteve
abrigado no Museu Paranaense até 1956, desta data em diante, até hoje integrou-se a
diversas instituições, sendo que em 1981 passou a ser administrado pela Prefeitura
Municipal.
Ligado a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, desenvolve pesquisas na área zoológica,
abrangendo mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, insetos, aracnídeos, moluscos e
parasitas, estando cada uma dessas áreas representadas por coleções científicas.
Também realizam-se trabalhos de pesquisas em espécies ameaçadas de extinção nas
diversas regiões do Estado.
Ocupando uma área de 36.000 m2, conta com um setor expositivo voltado ao
público em geral, sendo que na exposição externa "No Caminho das Araucárias"
em meio ao bosque, existem 12 vitrines e painéis ao longo de uma passarela elevada de
aproximadamente 400 m que mostra as interrelações encontradas na floresta com
araucária. A exposição interna enfoca o tema "Ecossistemas Brasileiros" onde
estão representados a Floresta com Araucária, a Floresta Tropical, o Cerrado e o
Banhado, mostrando a extraordinária diversidade de vida animal e vegetal existente e a
importância de sua conservação.
Encontra-se na Rua Benedito Conceição, 407 - Capão da Imbuía. Tel: (041) 366-3133.
Museu Paranaense
No século XIX, exposições
nacionais e internacionais eram organizadas na Europa e na América como meio dos países
estabelecerem relações comerciais e industriais, assim como instrumentos divulgadores da
sua política.
No Brasil, as exposições colocavam à mostra os produtos oriundos de suas províncias.
Para sua organização formavam-se comissões provinciais, movimentando as vilas, que
forneciam e enviavam os produtos para a capital da província. Tal comissão acondicionava
os produtos, elaborava o texto explicativo e os enviava à capital do Império, onde se
realizava a exposição nacional, ou eram enviados para as exposições internacionais.
Em janeiro de 1874, o desembargador Agostinho Ermelino de Leão e o médico José Cândido
da Silva Murici, que integraram comissões encarregadas de preparar material para
exposições, propuseram "a criação de um museu agrícola e um jardim de
acclimação" no Paraná.
A proposta recebeu apoio oficial e em 25 de setembro de 1875 foi criada a Sociedade de
Aclimação. Em 25 de setembro de 1876, às 17horas, foi inaugurado o Museu
"Paranaense", com um acervo de 600 objetos, compreendendo artefatos indígenas,
moedas, pedras, conchas, insetos, raridades, colibris e borboletas. Era o primeiro do
Paraná e o terceiro do Brasil.
O Jardim de Aclimação logo mudou de sede, permanecendo o Museu no Largo Conselheiro
Zacarias, recebendo continuadamente doações.
Além de objetos inanimados, o museu possuía como acervo animais empalhados e vivos,
compondo um pequeno zoológico. Definia-se não apenas como um museu de agricultura como
idealizado, mas de história natural, que enfatizava prioritariamente as riquezas da terra
e tudo que dela se extraía.
Em 1882, o Museu passou da esfera particular para a esfera provincial com o nome de Museu
Paranaense.
O Museu Paranaense era concebido como elemento capaz de afirmar a tradição cultural da
antiga 5.a Comarca de São Paulo e recém-criada Província do Paraná,
mostrando sua identidade e especificidade. Especificidade esta que se apresentava marcada
pela diversidade étnica e de riquezas naturais.
Em 1886, junto ao museu instalou-se a Biblioteca Pública e a Pinacoteca Paranaense, esta
última destinada a colecionar retratos de pessoas importantes, futura "galeria
pública de pintura".
A concepção positivista evolucionista, dominante no século XIX, deixou marcas no acervo
do Museu Paranaense, onde o passado era conservado como expressão do domínio do homem
sobre a natureza, indicando o progresso da sociedade. Estudar a natureza e aqueles que
vivem muito próximos a ela, é uma orientação que permaneceu por longo tempo.
Na década de 1930, o acervo continha basicamente elementos de história natural (aves,
mamíferos, peixes, insetos, répteis e botânica) e as exposições estavam relacionadas
com as seguintes temáticas: numismática, história natural, geologia, botânica,
arqueologia indígena, armas em geral, pinacoteca e história pátria.
Em 1937 o Museu Paranaense apresentou uma proposta diversa daquela da época da sua
criação. "Deixa de ser um simples depósito de produtos do estado para
transformar-se no maior centro de instrução popular", como registra o relatório de
José Loureiro Fernandes.
A cooperação entre os pesquisadores do Museu Paranaense e especialistas estrangeiros era
intensa, propiciando a vinda de "missões científicas" para o Paraná e
estágio de pesquisadores brasileiros no exterior. O Museu Paranaense assessorava
instituições paranaenses e nacionais na área de entomologia, botânica e paleontologia.
Porém, a pesquisa e a produção sobre temas históricos era ainda reduzida.
Nesse período fervilhavam as atividades científicas, relacionando-se estreitamente com a
Universidade do Paraná, que em 1942 utilizava o acervo da biblioteca do Museu Paranaense,
assim como as coleções de mineralogia, invertebrados, botânica, paleontologia,
taxidermia e geologia, para obter reconhecimento para o curso de História Natural da
Universidade. Também do museu eram os professores do referido curso.
Na década de 1940, o acervo cresceu com as pesquisas em história natural e a área de
história se diversificou. Documentários cinematográficos registraram pesquisas dos
especialistas, assim como fatos históricos da época.
O museu foi pensado como o órgão de pesquisas do estado e o local de exposição das
mesmas, enquanto a universidade era o local de ensino.
Em 1956 efetivou-se o projeto de desmembramento do acervo, criando-se o Museu de História
Natural, permanecendo no "velho casarão da Buenos Aires" o acervo de história,
antropologia e etnologia. No ano seguinte, o recém-criado Museu de História Natural
tornou-se o Instituto de História Natural do Paraná, formado pelos pesquisadores
oriundos do Museu Paranaense, que simultaneamente exerciam o cargo de professores da
Universidade Federal do Paraná.
A partir de então, não mais contando com a equipe de especialistas da área de história
natural, o Museu Paranaense desenvolveu trabalhos nos setores em que permaneciam alguns
especialistas.
O aumento crescente de acervo e a antiga reivindicação de uma sede apropriada para o
museu levou os seus especialistas e pesquisadores a se empenharem na construção de sede
própria do Museu Paranaense, o que não se efetivou, sendo sua sede demolida. Desde sua
inauguração ocupou seis sedes, até fixar-se na Praça Generoso Marques em emblemático
edifício da cidade.
Atualmente, o Museu Paranaense desenvolve estudos nas áreas de arqueologia, história,
etnologia e numismática e se empenha na ampliação do acervo histórico, a fim de
viabilizar exposições e publicações.
Define-se o perfil da instituição como museu que revela a história do Paraná, desde a
pré-história até o presente. Hoje, a instituição se aproxima do ideal de seus
dirigentes em 1937, ou seja, "um centro de instrução popular", pois tem como
proposta mostrar a ocupação do território e facilitar o reconhecimento da identidade
paranaense.
No Museu Paranaense, dinamizado por novo circuito de exposições de longa e curta duração, o
visitante tem oportunidade de conhecer a história paranaense. Esta é a função
principal deste museu, isto é, materializar a história do Paraná, obedecendo a projetos
orientados pelo Plano Diretor, aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1996.
O novo circuito de exposição de longa duração prioriza o acervo (atualmente 197.100
peças de arqueologia, etnologia e história), seja ergonômico, documental, pictórico ou
cinematográfico, através do qual descreve o processo de ocupação do território
paranaense. As exposições de curta duração aprofundam temas indicados na exposição
de longa duração.
O Museu Paranaense assessora órgãos públicos na área de pesquisa e de ensino, assim
como outros museus do estado. Possibilita estágios a estudantes universitários e de
segundo grau em todos os seus setores.
As atividades de extensão educativa junto às escolas de Curitiba e da Região
Metropolitana vêm crescendo substancialmente, motivadas pelas exposições de curta
duração e pelo novo circuito de longa duração. Em 1997 os escolares representaram 19%
dos 72.216 visitantes registrados em livro de presenças, sendo que em 1998 atingiram 27%
dos 59.565 visitantes até 31 de outubro (50% em abril).
No Museu Paranaense, as atividades de pesquisa não se limitam ao conteúdo de seu acervo.
Estão em fase final os trabalhos de salvamento arqueológico que a equipe do Museu
Paranaense está realizando na área de alagamento da Usina Hidrelétrica de Salto Caxias.
Com o apoio da fundação VITAE, está-se procedendo à recuperação de parte dos filmes
etnográficos deixados pelo cineasta e pesquisador Vladimir Kozák e sua divulgação
será feita através de vídeos educativos. Projetos de recuperação do acervo
fotográfico e de exposições itinerantes estão recebendo apoio do Ministério da
Cultura e deverão circular nas escolas da rede pública, divulgando o acervo do Museu
Paranaense.
Sua biblioteca especializada atende aos pesquisadores do museu, assim como o público em
geral.
Responsável pelos objetos doados pela população desde 1876, o Museu Paranaense deverá
continuadamente realizar pesquisa sobre eles e expô-los, como modo de retornar à
sociedade aquilo que ela selecionou da história dos homens no Paraná.
A instituição espera que tal interesse por ela cresça por um envolvimento de todos a
respeito de um patrimônio que é coletivo, conscientes de que somos herdeiros de nossos
antepassados e transmissores responsáveis em relação às gerações futuras.
Teatro Guaíra
Foto:
Cláudio de Andrade
Antigo Theatro São Theodoro, em
homenagem a Theodoro Ébano Pereira, foi inaugurado em 1884, na Rua Dr. Muricy, antiga Rua
Nova. No período da Revolução Federalista (1893-1895), serviu de prisão política para
os desafetos de Gumercindo Saraiva durante as desavenças entre Picapaus e Maragatos.
Só voltou a funcionar em 1900 quando passou a adotar o nome de Teatro Guayrá, na
linguagem indígena "não passarás adiante", nome que homenageava também o
salto do Rio Paraná. Foi demolido em 1935, e em 1952, iniciou-se a construção do novo
teatro, situado entre as ruas XV de Novembro, Conselheiro Laurindo, Tibagi e Amintas de
Barros. A construção fazia parte das comemorações do Centenário de Emancipação
Política do Estado, em 1953. O pequeno auditório, o Salvador de Ferrante, foi inaugurado
em 1954. Em 1970, o teatro é atingido por grande incêndio que destruiu o seu teto,
danificou noventa por cento dos seus vidros, comprometeu toda a estrutura de concreto
armado da platéia do grande auditório.
Seria inaugurado naquele ano, mas em decorrência disto, sua inauguração foi quatro anos
depois, em 1974, com a montagem de peça "Paraná, Terra de Todas as Gentes".
Possui três salas de espetáculos: a Bento Munhoz da Rocha Neto, com 2173 lugares, o
pequeno auditório Salvador de Ferrante ou "Guairinha", com capacidade para 504
espectadores e o último, Glauco Flores de Sá Brito, ou mini-auditório, com capacidade
para 113 espectadores. O projeto arquitetônico do teatro é de Rubens Meister.
O grande auditório é considerado um dos maiores da América Latina em tamanho e
equipamentos, com seis vagões elevadores de palco, poço de orquestra elevadiço, dentre
outras aparelhagens que permitem trocar de cenários em alguns segundos. Na entrada sobre
as portas principais, existe um painel em alto-relevo de autoria de Poty Lazzarotto. O
teatro mantém nos seus vários setores, Curso de Danças Clássicas, o Núcleo de Teatro
Amador, a Biblioteca, a Carreta Popular, a Central de Produção e a de Comunicações e o
Museu do Teatro. Existe ainda o Ballet Guaíra e o Curso de Artes Cênicas de nível
superior em convênio com a Fundação de Artes do Paraná.
Rua XV de Novembro, s/n - Tel: (041) 322-2628.
Teatro Paiol
Construído no período de
1905-1906, tinha por finalidade abrigar um depósito de pólvora. Foi transformado e
modificado por diversas vezes, sendo que após 1917 abrigou os arquivos municipais. Mais
tarde funcionou como sede de uma Diretoria encarregada de preparar o asfalto para a
pavimentação das ruas.
Totalmente modificado, foi restaurado pelo arquiteto Abrão Assad, que procurou manter
suas características, com traços arquitetônicos romanos em forma circular. O prédio
foi inaugurado como teatro em 1971, com show do Vinícius de Moraes. Sua capacidade é
para 220 espectadores.
Situa-se na Rua Coronel Zacarias, s/n - junto à Praça Guido Viaro - Prado Velho.
Tel: (041) 322-1525 - Ramal 2223.
Relógio das Flores
O Relógio das Flores foi
inaugurado em 1972, tem 6 m de diâmetro e os ponteiros são em fibra de vidro.
Seu sistema de funcionamento é baseado na emissão vibrátil do quartzo, que oferece
maior precisão, apresentando uma diferença máxima de 30 segundos por ano. O Relógio de
canteiros recebe impulsos eletrônicos de relógio-comando instalado a distância. A
partir de 1978, as flores do canteiro começaram a ser repostas a cada trimestre,
obedecendo a floração de cada estação. Em 1980, a construção do belvedere permitiu
melhor visualização do relógio.
Está situado na Praça Garibaldi - Setor Histórico.
Rua 24 Horas
Foto:
Denis Ferreira Netto
É totalmente coberta em vidro
transparente e estrutura de tubo metálico em forma de arco e com uma extensão de 116 m,
numa concepção futurista. Funcionando dia e noite, a rua oferece serviços à
população, visando revitalizar o centro da cidade fora do horário comercial, através
da oferta de lojas de conveniências, revistaria e papelaria, farmácia, loja de
artesanato, ótica, mercearia, floricultura, banco 24 horas, área de alimentação com 12
lojas, entre outros.
É administrada pela URBS e teve a sua inauguração em 12 de setembro de 1991. O projeto
é dos arquitetos Abrão Assad, Célia Bim e Simone Soares, e conta ainda com relógios
estilizados em modernos portais, fixados nos pontos de acesso à esta rua, representando a
idéia do funcionamento "dia e noite" com seus ponteiros passando por todas as
24 horas, pesando em média 60 quilos, iluminados e comandados por uma central eletrônica
a quartzo.
Localizada na Rua Coronel Mena Barreto entre as ruas Visconde do Rio Branco e Visconde de
Nacar. Tel: (041) 225-1732.
Rua das Flores
Foto:
www.pr.gov.br
Ouvidor Pardinho determinou, em 1720,
as primeiras normas urbanísticas para Curitiba. Na Rua das Flores não se admitia
alinhamentos mal traçados, pois já era foco dos acontecimentos, a rua principal da
cidade. Em 1846, foi calçada e recebeu os primeiros lampiões de gás para sua
iluminação.
Em 1880 transformou-se em Rua da Imperatriz, uma homenagem a visita imperial ao Paraná.
Em 1889 passou a ser a Rua XV de Novembro, homenagem cívica à Proclamação da
República. Foi asfaltada em 1926 e, desde 1972, o trecho recebeu novamente o nome de Rua
das Flores calçado com petit-pavê e abrangendo a Avenida Luís Xavier e Rua XV de
Novembro, desde a Praça Osório até a Rua Presidente Faria. Ela é hoje um grande
jardim. Voltou a ser de seus antigos proprietários, os pedestres. Seu principal papel
histórico é o ser ponto de encontro da cidade, daí suas quatro funções essenciais: o
social, o econômico, o cultural e o político. É por isso que nela encontramos flores,
árvores, o famoso calçadão, bancos, um variado centro comercial, um relógio com
termômetro, lanchonetes, restaurantes, cinemas, iluminação apropriada, além da boa
conservação da fachada dos antigos sobrados. Um dos principais atrativos da Rua das
Flores é a Boca Maldita, ponto de encontro de homens ligados aos diversos setores de
Curitiba, lugar ideal para um bom papo, saboreando um delicioso cafezinho. Está
localizada na menor avenida do mundo, a Luiz Xavier, que aos sábados sedia a feira de
Artes Plásticas. O que se conhece hoje por Galeria Schaffer, é o conjunto de lojas,
restaurantes, café, o Cine Groff, com a apresentação de filmes de arte, e a Confeitaria
Schaffer. Desde a sua inauguração, em 1918, é o mais tradicional ponto de encontro de
Curitiba, com seus garçons gentis e conhecidos por todos, além de sua sempre lembrada
coalhada.
Completando o cenário da secular Rua das Flores, encontra-se nela o "Bondinho",
remanescente de nosso passado, hoje funcionando como "Estacionamento de
Crianças".
Bairro de Santa Felicidade
Foto:
www.pr.gov.br
Os primeiros imigrantes italianos
chegados ao Paraná estabeleceram-se em núcleos no litoral. Porém estas colônias não
se desenvolveram, tendo grande parte dos colonos transferindo-se para os arredores de
Curitiba. No ano de 1878 surgiu Santa Felicidade, cuja origem do nome está no fato de
Dona Felicidade Borges, ao fazer doação de uma área de terras para o patrimônio da
colônia, pediu que o local levasse o seu nome. O pedido foi respeitado e o espírito
religioso motivou o acréscimo de "Santa" ao nome da doadora. Dedicaram-se à
produção de hortifrutigranjeiros, à plantação de erva, ao fabrico de vinho e queijo e
ao trançado de vime. A Igreja Matriz de São José é uma das construções mais
importantes da colônia, com sua fachada de elementos românticos e clássicos e o
elegante campanário isolado do corpo principal do edifício, conforme tradição
italiana. Quase em frente à Igreja está situado o cemitério de Santa Felicidade, com
seu inédito panteão construído por 18 capelas em estilo neoclássico inaugurado em 1886
e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico em 1977. Ao longo da Via Veneto e da
Avenida Manoel Ribas, destacam-se exemplares da arquitetura popular, tais como a Casa dos
Gerânios, 1891, construída por Nicolau Boscardim; a Casa dos Painéis do século
passado, com pinturas na parede frontal com motivos de paisagem, a Casa das Arcadas,
construída por Marco Mosselini há aproximadamente 100 anos, com pórtico em arcos e a
Casa Culpi datada de 1897.
Porém, a atração maior de Santa Felicidade é a de ser Bairro Gastronômico de
Curitiba, com grande número de restaurantes ali instalados que oferecem, além de
delicioso vinho caseiro, os pratos típicos como risoto, polenta, lasanha, nhoque,
macarrão e frango. Completando esta atração, existem as tradicionais vinícolas e
cantinas de vinho, lojas de artesanato e móveis de vime, além do sugestivo portal de
entrada do bairro, inaugurado em 27 de outubro de 1990 representando os valores da cultura
italiana trazida pelos primeiros imigrantes que chegaram há mais de um século.
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