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Fundada em 1535 por Duarte Coelho Pereira,
donatário da capitania de Pernambuco, Olinda logo se tornou a capital, residência dos
senhores de engenho e pessoas influentes. Desta época datam suas igrejas e seu casario,
legítimos representantes da arquitetura barroca do período colonial. Com a chegada dos
holandeses em 1630, que preferiram a localização de Recife, baixa como sua terra natal e
dotada de um porto natural, Olinda começa a perder importância na capitania. Incendiada
pelos flamengos em 1631, mesmo após a expulsão destes em 1654 Olinda continuaria a
perder terreno para Recife. A rivalidade entre as duas culminou com a Guerra dos Mascates,
em 1710. Hoje, o antigo lar da nobreza lusitana não pode mais competir economicamente com
a metrópole e capital do estado. Entretanto, a magia de suas ladeiras, de seu casario,
suas igrejas e seu carnaval continuam incomparáveis.
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