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A origem
do Estado de Pernambuco encontra-se nas terras doadas
como capitania hereditária pelo Rei de Portugal a Duarte
Coelho, que chegou a Pernambuco, então denominado Nova
Luzitânia, em 1535, estabelecendo-se em Olinda. Em 1537
foram fundadas as vilas de Igarassu e de Olinda, a primeira
capital do Estado. A prosperidade de Pernambuco, que
teve início com o cultivo da cana-de-açúcar e do algodão,
atraiu grande número de europeus para a região. Entre
1630 e 1654 a região foi ocupada pelos holandeses, que
incendiaram Olinda e fizeram de Recife a capital de
seu domínio brasileiro. Durante esse período, o Conde
Maurício de Nassau governou o Brasil holandês, administração
que foi marcada por mudanças de natureza econômica,
social e cultural. A forte resistência dos portugueses
e brasileiros de origem luzitana, africana e índia,
já cristianizados, acabou resultando na expulsão dos
holandeses.
A história do Estado de Pernambuco é permeada por conflitos
e revoltas de vários tipos. Em 1710 explodiu a Guerra
dos Mascates, conflito que opôs os comerciantes portugueses
instalados em Recife aos senhores de engenho de Olinda,
muito influentes na capitania, uma vez que em Olinda
encontrava-se a sede do poder público na época. A partir
desse episódio a região passou por uma fase de declínio
que durou quase um século.
Em 1811, ocorreram várias revoltas de cunho separatistas.
Em 1817, o descontentamento com a administração portuguesa
provocou a chamada Revolução Pernambucana, que resultou
no surgimento da Confederação do Equador, movimento
separatista de inspiração republicana. Vinte anos mais
tarde, explode a Rebelião Praieira, trazendo de volta
os ideais republicanos. O movimento foi sufocado quatro
anos mais tarde, em 1848.
Fonte: www.mre.gov.br
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