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A Lenda do Círio de Nazaré
Era fim de 1700. Plácido era um
caboclo da região. Certo dia, saiu para caçar no rumo do igarapé Murutucu. Horas
depois, após muito caminhar na mata, parou para refrescar-se nas margens do igarapé e
viu a imagem da Santa entre as pedras cheias de lodo.
Plácido levou a imagem para sua casa e ali num altar humilde passou a venerar a Santa.
Mas, no dia seguinte a imagem havia sumido. Sem saber o que acontecera, Plácido saiu
andando pela estrada indo parar nas margens do Murutucu. Para sua surpresa, a imagem
estava novamente entre as pedras, no mesmo lugar onde fora encontrada.
Dizem os devotos, que a Santa sumiu outras vezes e essa história chegou ao conhecimento
do governador, que mandou levar a Imagem para o palácio e a manteve sob severa
vigilância. Mas, pela manhã a Imagem havia sumido novamente. Os devotos concluíram que
a Santa queria ficar às margens do Igarapé e lá construíram a primeira Ermida.
O povo vem desde então invocando a Santa e atribuindo a ela as muitas graças recebidas.
Foi assim que o culto nasceu e evoluiu.
A transladação no Sábado e o Círio no 2º Domingo de Outubro reproduzem simbolicamente
o milagre, fazendo o trajeto da Santa das margens do Igarapé Murutucu (atual Colégio
Gentil) até a cidade (atual Catedral na Cidade Velha) e seu retorno (atual Basílica de
Nazaré).
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