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Cuia
Foto: www.prodepa.gov.br
Entre os indígenas brasileiros as
"cabaças" constituem-se nos mais difundidos recipientes para a água. Esta
matéria-prima é empregada também na confecção de utensílios domésticos, como
vasilhas para ingestão de bebidas, conchas e recipientes para uso diversificado. Seu
emprego estende-se aos brinquedos, instrumentos musicais e máscaras. As
"cabaças" podem receber decorações gravadas, pintadas ou incisas. No Pará é
bastante usada com o nome de "cuia", para tomar banho, tacacá, mingau, açaí e
outros alimentos da culinária paraense.
Miriti
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Produto tropical extraído de nossas
matas, várzeas e beiras dos igarapés, a palmeira MAURITA FLEXUOSAL recebe o nome vulgar
de MIRITIZEIRO ou BURITIZEIRO. Tem várias utilidades. À margem dos roçados e seringais
fornece a palha para cobrir cabanas.
Do broto ou grelo tira-se a envira, fibra que serve para tecer maqueiras (redes
artesanais), tapetes e bolsas.
A tala, tirada das folhas, fornece meios para os artesãos tecerem paneiros, tipitis,
cestos, balaios e, ainda, para esculpir brinquedos de formas variadas, como cobras,
pombinhas, soca-socas, barcos, araras, jacarés e tatus, entre outros.
A fruta, o miriti, é fonte de alimento vitamínico, degustada com farinha e açúcar.
Dela são feitos licor e vinho, servindo também para aguar o tradicional mingau de
farinha-d'água ou arroz. Do fruto ainda se extrai a tinta para pintar brinquedos e
quadros originais.
Juta
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A fibra da juta, planta da família
das Tilicíceas, é obtida do caule e das hastes, sendo estas cortadas e maceradas durante
alguns dias em água, para facilitar a separação das fibras. A partir delas são
confeccionados bolsas, sacolas, bonecas, jogo americano, tapetes, panos e outras peças
decorativas.
Tururi

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É uma espécie de palmácea
originária da palmeira Baçu. Suas fibras entrelaçadas são extraídas do fruto. Os
indígenas utilizam-nas para vestuário, calafetação de embarcações, cobertura de
palhoças, etc. No artesanato são produzidas peças diversas como bolsas, chapéus,
sacolas e bonecas.
Balata
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É uma árvore da família das
Sapotáceas. Quando tem seu caule sangrado expele um látex que fornece uma goma elástica
e visguenta. Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da
confecção das peças artesanais. Dessa forma, são moldadas reproduções reduzidas de
animais de nossa fauna, como o boto, o pirarucu, a tartaruga, o macaco, o cavalo, o boi, a
cobra, etc. Os objetos de balata apresentam textura semelhante ao couro.
Patchouli
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É uma herbácea da família das
gramíneas, originária da Malásia. Suas folhas são utilizadas para confeccionar
chapéus, mas é nas raízes que está seu grande atrativo. Dotadas de um perfume
peculiar, quando secas são usadas para confecção de leques, bonecas, renas e ainda no
preparo de "garrafadas". Misturadas a outras raízes e cascas de árvores
igualmente perfumadas dá origem ao " Cheiro do Pará".
Cipó Titica
Matéria - prima da região
Norte, extraída da mata, de grande utilidade artesanal na confecção de cestas,
derivados e móveis em geral. Para os índios tem várias utilidades na confecção de
cestas, no amarrado de suas tendas e de currais.
Cerâmica
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O processo começa com a retirada do
barro cru, encontrado nos mangues, nos arredores de Icoaraci, principal cidade produtora
do artesanato em cerâmica, a 15 Km de Belém. Os "tiradores" de barro, como
são chamados, utilizam pequenos barcos feitos de tronco para o transporte da matéria -
prima até os pequenos armazéns nas margens dos igarapés. Lá é feita a primeira
limpeza e o beneficiamento, normalmente por meio de tração animal. O barro é vendido em
bolas, de peso mais ou menos uniforme.
Começa, então, o trabalho do artesão propriamente dito. Assim que chega na olaria a
argila é limpa novamente com fios de cobre. Depois é amassada manualmente até que se
obtenha uma consistência uniforme na massa.
Só depois de um paciente trabalho de preparação é que o artesão põe sua
"távola" giratória para funcionar. Este é um dos mais importantes
instrumentos do ceramista. É aí que o artesão começa a dar forma às peças.
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