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Nesta região, antes da colonização pelo homem branco, habitaram inúmeras nações indÃgenas, dentre as quais o povo bororó, que havia migrado da BolÃvia para terras hoje mato-grossenses. Por aqui também vivia o povo denominado cabixi. Na verdade se tratava de um povo mais tarde denominado nambikwára. Esse povo apresenta inúmeros grupos: sabanê, mamaidê, alãtesú, mãdúka, haháitesú, nagarotê, waykisú, wasúsu, kithaulú, kitalawalú, alotesú. Excetuando-se a vida tribal organizada de povos indÃgenas, desde tempos imemoriais, o território do atual municÃpio de Nova Lacerda, que se constitui num dos mais novos de todo o Estado de Mato Grosso, teve seu chão movimentado por inúmeras expedições a partir do século XVIII.
A lida garimpeira sempre movimentou esta porção oestina mato-grossense, que também despertou interesse pela riqueza vegetal. A par da imensa movimentação, registrada incansavelmente por cronistas e historiadores, esta região não registrou grandes surtos de colonização. Fato que ocorreu somente no presente século, a partir dos programas governamentais de auxÃlio à abertura nova "fronteira agrÃcola brasileira", ou seja as terras mato-grossenses. A Lei Estadual n.º 6.722, de 26 de dezembro de 1995, de autoria do deputado José Lacerda, criou o municÃpio:
"A Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, tendo em vista o que dispõe o artigo 42 da Constituição Estadual, aprova e o governador sanciona a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica criado o municÃpio de Nova Lacerda, com sede na localidade do mesmo nome, com área desmembrada dos municÃpios de Comodoro e Vila Bela da SantÃssima Trindade.
Artigo 2º - O municÃpio de Nova Lacerda é constituÃdo de um só Distrito, da Sede...
Artigo 6º - O municÃpio ora criado será instalado com a posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores, eleitos simultaneamente com os dos municÃpios já existentes, atendidas as exigências no Artigo 177, inciso II, da Constituição Estadual."
A instalação solene do municÃpio ocorreu no dia 1º de janeiro de 1997, com a posse do jovem prefeito Marcos Moreno de Assis e seu vice, Sr. Diorandi Leonel da Costa, ambos peemedebistas.
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