O primeiro núcleo de habitantes que deu origem ao atual Município de Camaçari
abrangia terras ocupadas por indígenas aldeados pelos jesuítas. aos quais haviam
sido doadas em sesmaria por Mem de Sá, em 7 de setembro de 1562.
Foi criada a Vila do Espírito Santo de Nova Abrantes em 27 de setembro de 1758, e
instalada no dia 8 do mês seguinte. Extinta pela Resolução Provincial n.º 241, de 15 de abril de 1846. foi restabelecida, entretanto, pela Resolução n.º 310. de 3 de julho de 1848 e reinstalada a 10 de janeiro de 1849, com a designação de Vila de Nova Abrantes, após ser desmembrada do Município de Mata de São João. Até 1890 a categoria político-administrativa de Abrantes era "intendência municipal", quando então passou a Município.
Muito antes de sua formação administrativa já se haviam verificado no território,
importantes ocorrências de ordem política. Em 1624, quando os holandeses se
apossaram de Salvador, serviu de refúgio ao bispo D. Marcos Teixeira, a
Desembargadores e ao Ouvidor Geral, que se abrigaram no convento e igreja do
Espírito Santo, construídos pelos jesuítas. O atual distrito de Dias d'Ávila serviu de
aquartelamento às tropas luso-espanholas do Conde de Bagnuolo que combatiam os holandeses.
Até a época de sua expulsão por ordem do Marques de Pombal, os jesuítas
muito colaboraram para o desenvolvimento da Vila, cultivando a terra e erguendo
engenhos de açúcar com o auxílio de silvícolas catequizados. Também o elemento
negro participou de forma decisiva dessas atividades econômicas. Formação Administrativa
A Vila de Abrantes foi sede municipal até 1924. No ano seguinte (Lei estadual
n.º 1809, de 28 de julho), foi transferida para Montenegro, que em 1938 passou a
denominar-se Camaçari, em virtude do Decreto-lei estadual n.º 10.724, de 30 de março.
Segundo a divisão administrativa vigente em 1.º de janeiro de 1958, o Município
é constituído de 4 distritos: Camaçari. Abrantes. Monte Gordo e Dias d'Ávila.