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Pelo Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha.
Desde o início do séc. XVII, é alvo de freqüentes incursões portuguesas. Em 1637, o
português Pedro Teixeira parte da foz do rio Amazonas e chega até Quito, no Equador.
Para favorecer as entradas no território, em 1671, Francisco da Mota Galvão constrói o
Forte de São José do Rio Negro, origem da cidade de Manaus. As disputas com a Espanha
terminam com o Tratado de Madri, que, em 1750, dá a Portugal posse definitiva da região.
Em 1822, é incorporada ao Pará. No rastro dos movimentos nativistas, que ocorrem em
1832, é palco de uma revolta popular que exige a independência. A rebelião é reprimida
pelas tropas imperiais mas, em 1850, Dom Pedro II cria a província do Amazonas. Nos
primeiros anos do séc. XIX, o ciclo da borracha leva muita riqueza para a região. No
entanto, a decadência econômica vem logo em seguida, graças à concorrência no mercado
internacional da produção saída dos seringais das colônias inglesas e holandesas no
Oriente. A partir de 1950, o Estado retoma lentamente o crescimento, por meio de
incentivos federais e da criação da Zona Franca de Manaus, em 1967.
Nos primeiros anos do século
XX, a cidade de Manaus vivia em grande opulência, constituindo-se importante centro
cultural. Os antigos senhores da borracha, que pretendiam edificar uma cidade em estilo
europeu, tornaram-na conhecida como a "Paris dos Trópicos". A paisagem
arquitetônica local contribuía para confirmar o luxo e a ostentação em que viviam seus
habitantes. Reflexo desse período de prosperidade encontra-se em alguns monumentos
arquitetônicos de Manaus, como o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896 e declarado
patrimônio nacional em 1965.
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