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LOCALIZAÇÃO
Centro
da região Norte.
LIMITES
Norte
: Venezuela e Roraima
Noroeste : Colômbia
Leste : Estado do Pará
Sudeste : Estado do Mato Grosso
Sul : Rondônia
Sudoeste : Estado do Acre e Peru
CLIMA
Equatorial
RELEVO
O
relevo do Estado do Amazonas apresenta três patamares
de altitude - igapós, várzeas e baixos platôs
ou terra firme - definidos pelo volume de água
dos rios, em função das chuvas. Os igapós são
áreas permanentemente inundadas, com vegetação
adaptada a permanecer com as raízes sempre debaixo
dágua. As várzeas encontram-se em terreno
mais elevado e são inundadas apenas na época das
cheias dos rios. A seringueira é um exemplo do
tipo de árvores existentes nessa área. Os baixos
platôs ou terra firme estão localizados nas partes
mais elevadas e fora do alcance das cheias dos
rios.
Na região norte do Estado, encontra-se o ponto
mais alto do território brasileiro, o pico da
Neblina, com 3.014 metros de altitude, localizado
na serra de Imeri, próximo à Venezuela.
COORDENADAS
GEOGRÁFICAS
A
linha do Equador atravessa o Estado, fazendo
predominar o clima equatorial, caracterizado
por temperaturas médias entre 24º e 26º e chuvas
abundantes durante todo o ano. A vegetação típica
dessa região é a floresta equatorial
FLORA
A
vegetação típica do Estado é a floresta equatorial,
que se divide em três tipos: matas de terra firme,
matas de igapó e matas de várzea. Nas matas de
terra firme encontram-se as grandes árvores de
madeira de lei da Amazônia. Em alguns locais as
copas das árvores são tão grandes que impedem
a passagem de até 95% da luz do sol, tornando
o interior da floresta escuro, mal ventilado e
úmido. Entre as principais espécies existentes
nessa região encontram-se as castanheiras-do-pará,
a seringueira, o guaraná e o timbó, árvore utilizada
pelos índios para envenenar os peixes.
As matas de igapó localizam-se nos terrenos mais
baixos, próximos aos rios, mantendo-se permanentemente
alagadas. Durante o período de cheia, as águas
inundam as margens dos rios, avançam pela floresta
e chegam quase a alcançar as copas das árvores,
formando os "igapós". Quando esse fenômeno
acontece nos pequenos rios e afluentes, são denominados
"igarapés". As árvores encontradas nesse
tipo de matas podem atingir 20 metros de altura,
mas é comum encontrar-se árvores de dois a três
metros, com ramificação baixa e densa, de difícil
penetração. Sua espécie mais famosa é a vitória-régia,
conhecida como a "rainha dos lagos".
A folha da vitória-régia pode chegar a medir um
metro e oitenta centímetros de diâmetro. As bordas
de suas folhas são levantadas e espinhosas, para
evitar a ação destruidora dos peixes, e as raízes
se fixam no fundo da água, formando um bulbo com
um cordão fibroso revestido de espinhos. A flor
também se abre protegida por espinhos e muda de
cor, do branco para o rosa, com o passar do tempo.
O bulbo da vitória-régia
é muito apreciado pelos índios e as sementes se
assemelham às do milho. No período de seca as
vitórias-régias desaparecem, voltando suas sementes
a germinar na estação das cheias.
As matas de várzea localizam-se entre a terra
firme e os igapós, variando de acordo com a proximidade
dos rios. Nelas podem ser encontradas árvores
de grande porte como a seringueira, as palmeiras
e o jatobá.
A Floresta Amazônica concentra grande diversidade
de espécies de plantas medicinais, comestíveis,
oleaginosas e colorantes, muitas das quais ainda
não foram investigadas em profundidade. Suas propriedades
continuam sendo estudadas em laboratórios. Acredita-se
que 25% de todas as essências farmacêuticas utilizadas
atualmente pela medicina tenham sido extraídas
das florestas tropicais. A variedade da flora
amazônica tem como seu principal habitat as matas
de igapó e terra firme. Dentre as espécies mais
conhecidas de plantas medicinais extraídas da
Amazônia encontram-se o guaraná, que apresenta
propriedades vitalizantes, rejuvenecedoras e afrodisíacas,
atuando como tônico do coração e ativando as funções
cerebrais e a circulação periférica; a copaíba,
que contém um azeite desinflamatório e cicatrizante,
utilizada em casos de úlceras e faringites; e
o urucú, que possui sementes com propriedades
capazes de aumentar a pigmentação de tecidos adiposos,
tornando a pele resistente e com coloração natural.
Contém betacaroteno (vitamina A) e pode ser ingerido
em cápsulas ou utilizado na culinária, como corante
natural.
FAUNA
A
fauna da região Amazônica também é rica e variada,
incluindo felinos, roedores, aves, quelonios e
primatas. Algumas espécies encontram-se em perigo
de extinção e passam a ser protegidas pelos órgãos
especializados do Governo, para terem garantida
a sua sobrevivência. Este é o caso do macaco uacari
branco e do pequeno sagüi, que apenas podem ser
encontrados atualmente nos arredores da cidade
de Manaus.
A
FLORESTA AMAZÔNICA
Curiosidades
78% dos solos de terra-firme são ácidos e de baixa
fertilidade natural;
Estima-se no mundo um total de 19 milhões
de km² de florestas tropicais;
A Amazônia possui 3.650.000 km² de florestas
contínuas, a maior do mundo;
Temperatura média: 26ºC;
O período (comprimento do dia) varia de
30 a 50 minutos, entre o dia mais longo e o dia
mais curto;
A quantidade anual de chuva na bacia amazônica:
15 trilhões de m3;
Dessa quantidade, em media 48% todo o ecossistema
amazônico utiliza e evapotranspira; outros 52%
escoa pelos rios, ou seja,aproximadamente a metade;
Um estudo realizado só em ecossistema de
floresta tropical mostrou que 25% é evaporada;
50% é transpirada e 25% escoada para os rios;
A produção líquida de oxigênio (saldo positivo)
é em média de 96 toneladas por ano, que representa
0,000008% do total da atmosfera da terra. Isso
indica ser uma pequena participação global;
No entanto, estudos recentes mostram que
a quantidade de carbono fixado pela floresta é
significativa, e portanto a Amazônia pode ser
interpretada como sendo um filtro ecológico, pois
reduz a quantidade de CO2 da atmosfera;
Calcula-se na Amazônia uma área total desmatada
de cerca de 500 mil km², ou seja, cerca de 12,5%
da floresta original. Na década de 80, em Rondônia,
a taxa de desmatamento foi da ordem de 35 mil
km² por ano, equivalente a um campo de futebol
(1 ha) a cada 5 segundos;
Existem na Amazônia cerca de 5.000 espécies
de árvores (maiores que 15cm de diâmetro). Na
xiloteca do Inpa existem 10.200 exsicatas, sendo
cerca de 3.500 espécies. Na América do Norte existem
cerca de 650 espécies de árvores;
A diversidade de árvores na Amazônia varia
entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare,
sendo que na América do Norte é de 4 a 25;
Das 250.000 espécies de plantas superiores
da terra, 170.000 (68%) vivem exclusivamente nos
trópicos, sendo 90.000 na América do sul.
Fauna
Existem
cerca de 3.000 espécies de peixes na Amazônia,
que representa 85% da América do Sul e 15% das
águas continentais. O INPA tem cadastrado 40%
desse total.
Estudos da pesca no Estado do Amazonas mostraram
que apenas 36 espécies são exploradas. 90% da
pesca é representado por 18 espécies, mas 61%
é de 4 espécies: tambaqui (18%), Jaraqui (32%),
Curimatã (11%) e pacus (5%).
As últimas estimativas são de que as florestas
pluviais do mundo podem ter até 30 milhões de
espécies de insetos.
Em uma única planta na Amazônia foram encontradas
mais de 80 espécies de formigas, o que representa
o dobro das espécies de formigas encontradas nas
Ilhas Britânicas.
Os grandes insetos da Amazônia:
Maior besouro: 20 cm
Maior mosca: 5 cm
Maior percevejo: 10 cm
Maior libélula: 15 cm
Maior mariposa: 30 cm
Maior cigarra: 9 cm
Maior vespa: 7 cm
Fonte: Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Responsável: Dr. Carlos R. Bueno - Coordenacão
de Extensão.
HIDROGRAFIA
A
bacia Amazônica estende-se por 3.889.489,6 km²,
representando um quinto de toda a reserva de água
doce do planeta. Seus rios estão condicionados
ao regime das chuvas e se constituem praticamente
as únicas vias de transporte dos habitantes locais.
Existem mais de 20 mil km de vias fluviais navegáveis,
ligando comunidades distantes na região. O rio
Amazonas é o segundo mais extenso do planeta e
o primeiro em volume de água (100.000 m3).
Nasce no planalto de La Raya, no Peru, com o nome
de Vilcanota, passando a se chamar Solimões quando
entra em território brasileiro. A partir da confluência
com o rio Negro, nas proximidades da cidade de
Manaus, recebe o nome de Amazonas. Dos seus 6.515
km de extensão, 3.600 correm em território brasileiro
a uma velocidade de 2,5 km; hora, levando em seu
leito toneladas de sedimentos arrancados das margens,
o que torna a sua coloração amarelada. Sua largura
varia de quatro a cinco km, chegando a alcançar
10 km em certos locais. A profundidade média do
rio Amazonas chega a quase 100 metros. Entre seus
mais de sete mil afluentes, os principais são
os rios Madeira (que percorre uma extensão de
3.200 km), o Xingu e o Tapajós, na margem direita;
e os rios Negro, Trombetas e Jari, na margem esquerda.
Encontro
das águas
A
aproximadamente 10 km de Manaus, as águas escuras
do rio Negro se encontram com as águas barrentas
do rio Solimões, correndo lado a lado, sem se
misturarem, por uma extensão de cerca de seis
km, quando passam então a formar o rio Amazonas,
até chegar ao oceano Atlântico. Trata-se de um
fenômeno muito apreciado por turistas, que decorre
das diferenças de densidade, temperatura e velocidade
de ambos os rios.
Pororoca
É
o fenômeno do encontro das correntes de maré do
oceano com a corrente fluvial, que ocorre na foz
do rio Amazonas, onde as marés se manifestam com
grande amplitude e impetuosidade.
Anavilhanas
Situado
no rio Negro, o arquipélago de Anavilhanas é formado
por 400 ilhas que abrigam complexo ecossistema
da Amazônia. A região está protegida por legislação
federal que criou a Estação Ecológica de Anavilhanas,
com área de 350 mil hectares. No período das cheias
do rio Negro, metade das ilhas ficam submersas
e os animais têm que se refugiar nas partes mais
elevadas. Quando as águas começam a baixar, as
ilhas deixam à mostra praias e canais que entrecortam
toda a região como uma rede, num percurso de aproximadamente
90 km. A região de Anavilhanas encontra-se próxima
ao Parque Nacional de Jaú, a maior reserva florestal
da América do Sul, com 2,27 milhões de hectares,
também banhada pelo rio Negro.
Curiosidades
OS
RIOS
Volume de água na Foz do Rio Amazonas:
100 a 300 m3 por segundo, dependendo
da época do ano;
Se considerarmos em média 200 m3
por segundo, isso significa que o consumo diário
de uma cidade de 2.000 habitantes seria suprido
por um segundo do rio;
A quantidade de água do Rio Amazonas representa
cerca de 17% de toda a água líquida do planeta;
A profundidade média é de 40 a 50 metros,
podendo atingir até 100 metros, próximo a Óbidos;
O efeito das marés pode ser percebido até
mais de 1.000 Km do mar (Óbidos);
Existem basicamente três tipos de rios:
água branca (Solimões, Amazonas, Madeira...) visibilidade
0,1 a 0,5 metros; pH 6,5 a 7,0; água preta (Negro,
Urubu...) visibilidade de 1,50 a 2,50 metros,
pH 3,5 a 4,0; água clara (Tapajós, Trombetas...)
visibilidade mais de 4 metros, pH de 4,0 a 7,0.
Fonte: Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Responsável: Dr. Carlos R. Bueno - Coordenacão
de Extensão.
PARQUES
ECOLÓGICOS
Em
todo o Estado do Amazonas existem vários parques
nacionais ecológicos, entre os quais se destaca
o Parque do Pico da Neblina, que abriga um conjunto
de montanhas ocupando 2,20 milhões de hectares.
Próximo à cidade de Manaus encontra-se o Parque
Ecológico de Janauary, localizado na região do
rio Negro, com área de 9 mil hectares. Possui
matas de terra firme, igapós e de várzea, onde
os turistas podem passear de canoa, apreciando
a vegetação típica dos igarapés. Contém ainda
um lago, onde se encontra grande quantidade de
vitórias-régia que podem ser admiradas de uma
passarela rústica, construída para esse fim. O
Parque de Janauary é administrado por um consórcio
turístico formado por empresas do setor, com a
cessão do Governo do Estado.
TURISMO
ECOLÓGICO
É
o grande atrativo dos roteiros de viagens pela
Amazônia, proporcionando ao turista a oportunidade
de conhecer e aprender a respeito da floresta
tropical e de seus habitantes. Seu objetivo principal
é promover a interação do homem com a natureza
e a valorização da rica diversidade biológica
da região. O turismo ecológico no Estado inclui
programas de viagens de barco, pernoites em hotéis
de selva e passeios pela floresta. Podem ter a
duração de horas ou de dias, em função do interesse
e disponibilidade de tempo do visitante. Os programas
são sempre realizados na companhia de guias especializados
em sobrevivência na selva, que são profissionais
formados em cursos administrados pelo Exército
Brasileiro.
HOTÉIS
DE SELVA
O
Estado do Amazonas foi o pioneiro nesse tipo de
hospedagem. Os alojamentos, conhecidos como "lodges"
ou hotéis de selva, são empreendimentos construídos
na margem de rios, em plena selva, flutuando sobre
as águas tranqüilas de um lago amazônico. Nesses
lugares os visitantes podem sentir-se completamente
integrados ao tipo de natureza que constitui o
universo da floresta. Os hotéis de selva são classificados
de acordo com o nível de integração com o meio
ambiente e as comodidades oferecidas aos hóspedes.
Existem alojamentos com infra-estrutura mais completa
e outros mais rústicos. Entre os hotéis de selva
mais procurados por turistas que visitam a Amazônia
encontram-se o Ariaú Jungle Tower e o Acajatuba
Jungle Lodge, a 60 km da cidade de Manaus; o Amazon
Village e o Amazon Lodge, distantes, respectivamente,
70 e 80 km de Manaus; e o Salvador Lake, situado
a 18 km da cidade de Manaus.
O homem que habita o Estado do Amazonas é, sem
dúvida, o maior responsável pela conservação do
meio ambiente da região. Ele convive em perfeita
harmonia com a selva, utilizando racionalmente
a natureza para sua subsistência. Por essa razão,
o Estado do Amazonas registra, até o presente,
o menor índice de interferência humana na floresta
nativa. A extensa vegetação que cobre o Estado
pode ser apreciada pelo viajante que percorre
seus rios ou sobrevoa, durante horas, a região,
sem que a paisagem verde se modifique. A necessidade
de promover o desenvolvimento, com a conservação
do meio ambiente, induziu o Governo do Estado
a estimular progressivamente o ecoturismo, importante
gerador de emprego e renda, como também instrumento
de conscientização da necessidade da proteção
ambiental.
GENTÍLICO
Amazonense.
HORA
LOCAL
-1h
a leste da linha que vai de Tabatinga a Porto
Acre; -2h a oeste dessa linha, ambas em relação
a Brasília
CURIOSIDADES
Cerca de 17 milhões de pessoas vivem na Amazônia,
e portanto a densidade demográfica é de cerca
de 3,4 habitantes por km²;
62% da população vive na zona urbana e
38% na zona rural
Em média, durante o ano, o caboclo do interior
usa cerca de 3,2 horas/dia para a agricultura
e 5,1 horas/dia para o extrativismo (caça, pesca,
coleta...);
As cerâmicas mais antigas encontradas na
Amazônia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos;
Das doenças parasitárias da população,
a malária é a principal endemia. Verificou-se
em Porto Velho 90% do total; Boa Vista 82%; Macapá
e Rio Branco 22%, Manaus 14%; Palmas 11%, Cuiabá
6% e Belém 0,2%;
A região (interior) tem um dos maiores
consumos de proteína animal (peixe) do mundo:
140 gramas por pessoa/dia;
Na área total foi detectado em crianças
70% de nanismo e 18% de atrofia nutricional; 37,5%
de anemia; 56,5% falta de zinco e 50% de falta
de caloria, ferro, vitamina A e outras vitaminas;
Na área urbana foi detectado 72,2% de desnutrição.
Fonte: Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Responsável: Dr. Carlos R. Bueno - Coordenacão
de Extensão.
HINO
DO AMAZONAS
Música :
Cláudio Santoro
Letra : Jorge Tufic e Herivelton Almeida
Nas paragens da história o passado
É de garra, pesar e alegria
É vitória pousando sua asas
Sobre o verde da paz que nos guia.
Assim foi que nos tempos escuros
Da conquista apoiada ao canhão
Nossos povos plantaram seu berço
Homens livres na planta do chão.
Amazonas e bravos que doam,
Sem orgulho, sem falsa nobreza
Aos que sonham seu canto de lenda
Aos que lutam mais vida e riqueza.
Hoje o tempo se faz claridade
Só triunfa a esperança que luta
Não há mais o mistério das matas
Um rumor de alvorada se escuta.
A palavra em ação se transforma
E a bandeira que nasce do povo
Liberdade há de ter no seu pano
Os grilhões destruídos de novo.
Amazonas e bravos que doam,
Sem orgulho, sem falsa nobreza
Aos que sonham seu canto de lenda
Aos que lutam mais vida e riqueza.
Tão radiosos amanhece o futuro
Nestes rios de pranto selvagem
Que os tambores da glória já despertam
Ao clarão de uma eterna paisagem.
Mas viver os destinos dos fortes
Nos ensina, lutando a floresta
Pela vida que vibra em seu ramos
Pelas aves, suas cores, suas festas...
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